Finanças

Bolsas da Ásia fecham sem sinal único, com Xangai em baixa de mais de 1%

As bolsas asiáticas fecharam com sinais mistos nesta segunda-feira. Na China, indicadores do país, ameaças de tarifas dos Estados Unidos no comércio e a fraqueza do setor de tecnologia provocaram jornada negativa, mas no Japão o dia foi de alta modesta, encerrando uma sequência de seis baixas, com seguradoras e mineradoras em destaque.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,21%, em 2.669,48 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,85%, a 1.470,84 pontos. Shenzhen está próxima das mínimas de fechamento em quatro anos. No pregão na China, ações do setor de tecnologia se saíram mal, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que a Apple deveria trocar fornecedores, privilegiando as empresas americanas. Além disso, a ameaça americana de lançar mais tarifa contra produtos chineses continuou a influir negativamente.

Investidores também monitoraram dados da China. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país subiu 2,3% em agosto ante igual mês do ano passado, acelerando ante a alta de 2,1% de julho e superando a previsão de ganho de 2,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 4,1% na comparação anual em agosto, acima da previsão de alta de 4,0% dos analistas. Já o superávit comercial da China recuou a US$ 27,91 bilhões em agosto, ante previsão de US$ 30,6 bilhões dos analistas. Apenas com os EUA, porém, o superávit comercial cresceu a US$ 31,05 bilhões, segundo cálculos do WSJ a partir dos números oficiais, o que pode fazer Trump manter a pressão sobre Pequim.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, em 22.373,09 pontos, interrompendo a sequência de seis quedas consecutivas. O setor financeiro teve dia positivo, em meio a sinais fortes da economia americana, como o relatório mensal de empregos (payroll) da sexta-feira divulgado nos EUA. As seguradoras japonesas subiram 1,7%, enquanto as mineradoras também tiveram desempenho positivo.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,33%, a 26.613,42 pontos, na mínima de fechamento em 14 meses. Fornecedoras da Apple tiveram jornada ruim, com AAC e Sunny Optical ambas em baixas de cerca de 4%.

Em Seul, o índice Kospi fechou com ganho de 0,31%, em 2.288,66 pontos. A Bolsa da Coreia do Sul foi apoiada por ações de fabricantes de microchips e do setor de construção. Samsung Electronics subiu 1,3%.

O índice Taiex recuou 1,12%, a 10.725,80 pontos, na quarta queda diária consecutiva. Empresa que monta produtos para a Apple, Hon Hai caiu 3,3%, nas mínimas em dois anos.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,03%, em 6.141,70 pontos, praticamente estável. Entre os papéis mais negociados, Food Revolution Group subiu 18,52%, mas Gulf Manganese recuou 5,88%.