Finanças

Bolsas asiáticas fecham sem direção única, após estímulos do Fed e dados chineses


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com as chinesas pressionadas por dados fracos de inflação ao produtor e as demais impulsionadas por novos estímulos monetários nos EUA, em mais uma tentativa de amenizar o impacto econômico da pandemia de coronavírus.

Bolsas de NY fecham em alta, apoiadas por desistência de Sanders

Bolsas da Europa fecham em alta, com noticiário de coronavírus e estímulos

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,04% hoje, a 2.796,63 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,95%, a 1.721,22.

O mau humor nos mercados chineses veio após dados oficiais mostrarem que os preços ao produtor da China sofreram queda de 1,5% em março, bem maior do que o declínio de 1,1% previsto por analistas, em meio aos efeitos do coronavírus.

Já a taxa anual de inflação ao consumidor chinês desacelerou de 5,2% em fevereiro para 4,3% em março, mais do que o previsto.

Outras bolsas da Ásia reagiram positivamente a uma nova iniciativa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para mitigar o impacto do coronavírus nos EUA, que lideram o número de casos da doença no mundo, com mais de 450 mil infectados. Ontem, o Fed anunciou medidas para injetar mais US$ 2,3 trilhões em liquidez no sistema financeiro.

O japonês Nikkei subiu 0,79% em Tóquio, a 19.498,50 pontos, impulsionado por ações de bancos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,33% em Seul, a 1.860,70 pontos, graças ao bom desempenho de papéis de siderúrgicas e montadoras, e o Taiex se valorizou 0,38% em Taiwan, a 10.157,61 pontos.

Não houve negócios hoje em Hong Kong e na bolsa australiana, a principal da Oceania, em função do feriado da Sexta-feira santa. Com informações da Dow Jones Newswires.