As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta segunda-feira, em meio à escalada nas tensões do Oriente Médio, que impulsionou as ações de petrolíferas, e novos dados fracos da economia chinesa.

No sábado (14), um ataque com drones comprometeu cerca de metade da produção de petróleo da Arábia Saudita, levando os preços da commodity a saltar até 20%.

Como resultado, as petrolíferas foram destaque de alta hoje nos mercados acionários da Ásia e Pacífico, com ganhos que variaram de 2,3% a mais de 7%.

Por outro lado, a China divulgou uma nova série de indicadores decepcionantes de indústria, varejo e investimentos em ativos fixos. A produção da indústria, por exemplo, subiu 4,4% na comparação anual de agosto, mas o resultado ficou bem abaixo da alta de 5,2% prevista por analistas.

Os dados chineses reforçam preocupações sobre o desempenho da economia global, mas também alimentam expectativas de que Pequim mantenha agressivas medidas de estímulos para conter a desaceleração doméstica.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o pregão em baixa marginal de 0,02%, a 3.030,75 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, avançou 0,23%, a 1.685,09 pontos. Na sexta-feira (13), os mercados chineses não operaram devido a um feriado.

Já o Hang Seng caiu 0,83% em Hong Kong, a 27.124,55 pontos, graças a uma fraqueza geral em todos os setores, com exceção do de petróleo. CNOOC e PetroChina se valorizaram 7,4% e 4,3%, respectivamente.

Também voltando de feriados na sexta, o sul-coreano Kospi subiu 0,64% em Seul, a 2.062,22 pontos, e o Taiex avançou 0,65% em Taiwan, a 10.898,13 pontos.

Nesta segunda, foi a vez de a Bolsa de Tóquio não operar, em função de um feriado no Japão.

Na Oceania, a bolsa australiana teve ligeira alta hoje, sustentada por papéis da indústria petrolífera, como os da Woodside Petroleum (+4,3%) e Santos (+4,9%). O S&P/ASX 200 subiu 0,06% em Sydney, a 6.673,50 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.