Finanças

Bolsa fecha primeira sessão de junho em alta de 1,39%, aos 88.620,10 pontos

Após o forte desempenho colhido em maio (+8,57%), o Ibovespa iniciou bem junho, mês que tem se mostrado positivo na B3. De junho de 2014 para cá, o índice registrou ganhos no mês, à exceção de 2018, quando cedeu 5,20% no intervalo – em 2019, subiu 4,06%. Por outro lado, entre 2010 e 2013, houve apenas perdas em junho, com destaque para queda de 11,31% em 2013, a maior para o mês desde 2010. Nesta segunda-feira, 1º, fechou em alta de 1,39%, aos 88.620,10 pontos, tendo oscilado entre mínima de 86.836,57 e máxima de 89.019,37 pontos, mantendo-se assim no maior nível intradia desde 11 de março, quando saiu de 92.202,15 pontos na abertura, e seguindo também no maior nível de fechamento desde 10 de março (92.214,47). O giro financeiro totalizou hoje R$ 24,9 bilhões e, agora, o Ibovespa cede 23,37% no ano.

Dólar começa junho em alta e vai a R$ 5,38 com política e saída de recursos –

Bolsas de NY fecham em alta com foco em reabertura, protestos e China no radar

Os ganhos mais uma vez se mostraram bem distribuídos pelos segmentos na sessão, com destaque para o de bancos, em alta favorecida por declarações da última sexta-feira do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, contra elevação da carga tributária na pandemia, em momento no qual se acompanha a possibilidade de o Senado colocar em votação aumento da CSLL incidente sobre o setor – a proposta tem se mantido fora da pauta. Nesta segunda-feira, Bradesco PN fechou em alta de 4,49%, seguida pela Unit do Santander (+4,08%). Na ponta do Ibovespa, destaque para recuperação da Gol, em alta de 8,56%, seguida por Via Varejo (+8,31%). Dentre as componentes do índice, oito ações fecharam o dia em terreno negativo, com destaque para Minerva, em baixa de 2,32% no encerramento.

“O Ibovespa ignorou as manifestações políticas conturbadas do fim de semana e focou na reabertura dos mercados e nos dados positivos da China, os quais impulsionaram também as bolsas estrangeiras hoje”, observa Cristiane Fensterseifer, analista de ações da Spiti, chamando atenção hoje para o setor de aviação e turismo, “entre os que mais sofreram na crise do novo coronavírus, bem como shoppings centers, que começam lentamente a reabrir algumas operações, e o varejo online”.

As ações da Via Varejo, então em alta superior a 9%, foram a leilão depois das 16h, quando lideravam os ganhos do Ibovespa. O mercado continua animado pela perspectiva de reabertura da economia, ainda que a pandemia não dê sinais inequívocos de moderação no País, diferentemente do que ocorreu no exterior quando as medidas de afrouxamento social foram iniciadas. A melhora do humor externo, contudo, ainda está entre os fatores fundamentais para aumento da demanda por ativos de risco por aqui, induzido essencialmente pelo investidor doméstico, em contexto de queda sustentada da Selic.

Nesta segunda-feira, os ganhos começaram a se acentuar, com o Ibovespa renovando máximas após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ter dito, em audiência pública virtual, que foi fechada no último fim de semana a regulamentação para que o BC possa comprar títulos de dívida no mercado secundário. Esta é uma das medidas lançadas pelo governo para combater os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus, e considerada uma das mais importantes para prover liquidez.”A regulamentação para compra de títulos deve sair em breve”, afirmou Campos Neto, lembrando que ela deve ser feita por meio do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Após o sprint observado no Ibovespa na segunda quinzena de maio, pode prevalecer no curto prazo um padrão mais lateralizado para o índice, à espera de novos catalisadores. Assim, o mercado financeiro reduziu a expectativa de ganhos para o índice de referência da B3 no curtíssimo prazo, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa para esta semana. Pela primeira vez na série histórica do levantamento, iniciada em abril de 2017, a previsão de que o índice terá variação neutra é majoritária entre os participantes.

Entre 18 respostas, 44,44% esperam estabilidade, ante 38,89% que acreditam que a semana até 5 de junho será de valorização para as ações. Para 16,67%, o período será de baixa. Na pesquisa anterior, 43,75% esperavam alta; 31,25%, estabilidade; e 25,00%, queda.

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