Finanças

Bolsa fecha na mínima do dia, abaixo de 100 mil pontos, e cede 3,44% em agosto

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O índice de referência da B3 encerra em queda de 2,72%, aos 99.369,15 pontos (Crédito: Pexels)

O Ibovespa não resistiu à pressão de vendas que se impôs com mais força no fim da sessão, levando o índice de referência da B3 a encerrar na mínima do dia, em queda de 2,72%, aos 99.369,15 pontos, elevando as perdas do mês a 3,44%, a primeira leitura negativa desde o tombo de 29,90% em março, no auge do nervosismo pandêmico. Foi o terceiro agosto consecutivo de desempenho negativo para o índice da B3, vindo de perda de 0,67% no mesmo mês do ano passado e de 3,21% em 2018 – em agosto de 2017, houve ganho expressivo, de 7,46%. O giro financeiro de hoje totalizou R$ 25,0 bilhões, reforçado no fim da sessão. Em 2020, o Ibovespa cede agora 14,07%.

Com a expectativa para o Orçamento 2021, o movimento nesta última sessão de agosto era de cautela para os ativos do País, com dólar em alta, Ibovespa em baixa e avanço dos juros futuros. Assim, após ter se mantido sem interrupções na marca de seis dígitos entre os fechamentos de 14 de julho e 14 de agosto, e devolvida algumas vezes desde então, o principal índice da B3 ficou abaixo dos 100 mil pontos nesta segunda-feira, saindo de 102.141,62 na máxima da sessão, com abertura a 102.141,53 pontos.

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A divulgação da proposta de Orçamento para 2021, a partir das 15h30, manteve o índice não muito distante das mínimas, mas as perdas passaram a se acentuar perto do fim da sessão, bem distribuídas por segmentos como commodities (Petrobras ON -3,42%), bancos (Bradesco ON -4,52%), siderurgia (Gerdau PN -2,60%) e utilities (Eletrobras ON -5,28%). Na ponta negativa, destaque para Hypera (-5,92%), Gol (-5,74%) e Eletrobras ON. Poucas ações da carteira Ibovespa conseguiram fechar o dia em alta; dentre elas, destaque para Energias BR (+6,62%), Fleury (+1,05%), Marfrig (+1,02%) e Via Varejo (+1,38%).

“Não tem notícia positiva que sustente o índice, então os ‘vendidos’ acabam prevalecendo em ajuste técnico de fim de mês”, diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença. Alguns movimentos de venda em ações específicas, como Hypera e Sabesp (-4,84%), contribuíram para sustentar o volume neste fim de sessão.

“A sinalização dada pela proposta de Orçamento para 2021 não foi ruim, veio dentro do que o mercado esperava. A previsão de déficit foi um pouquinho menor do que o mercado estimava. É uma proposta realista, o que agrada, e, com relação a despesas primárias, mostra um enfoque diferente em relação a 2016, quando Dilma Rousseff deixou o governo, em razão de ‘pedaladas fiscais'”, observa Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. Tirando a Cidadania, os gastos se mostram contidos e até em certos casos menores na proposta para o ano que vem, acrescenta o economista.

A política fiscal tende a permanecer no centro de atenção do mercado, em momento em que o Ibovespa se mostra menos correlacionado a Nova York, com o Nasdaq renovando consecutivamente máximas históricas, por vezes acompanhado pelo S&P 500 – nesta segunda-feira, os dois índices americanos fecharam respectivamente em alta de 0,68% e em baixa de 0,22%.

“Sem ainda ter entrado em venda, a perspectiva da B3 para setembro é lateral, perdendo o viés de alta”, diz Fernando Góes, analista gráfico da Clear Corretora. “Levará um pouco mais de tempo para sairmos da linha entre 99 mil e 105 mil pontos, onde o mercado está consolidado”, acrescenta o analista, observando que uma “mudança de cenário” para o Ibovespa dependerá de ruptura, “abaixo de 98 mil ou acima de 105 mil”, para que se ganhe direção. Embora a chance de subir exista, “quanto mais tempo demorar, menor a confiança no rompimento dos 105 mil pontos”, aponta Góes.

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