Finanças

Bolsa fecha em baixa de 1,18%, a 115.253,31 pontos, mas avança 0,41% na semana

Crédito: Divulgação - B3

B3 não se manifestou sobre a interrupção nas negociações dos ativos (Crédito: Divulgação - B3)

Em mais uma sessão desconectado do exterior, com ganhos de até 1,76% em Nova York (Nasdaq) e petróleo em alta superior a 3% (Brent e WTI), o Ibovespa iniciou o mês colocando no bolso uma fração do ganho de 6% acumulado em março, nesta véspera de feriado. Ante a incerteza sobre as contas públicas, o mercado optou pela cautela, preferindo esperar a sanção do Orçamento de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro, agora entre o conselho da equipe econômica, por vetos, e a pressão política por mais gastos nem que ao custo da subestimação de despesas de custeio. Assim, entre a responsabilidade fiscal e o apoio do Congresso, prevaleceu nesta quinta-feira o esperar para ver.

Nesta quinta-feira, com dólar de volta a R$ 5,71, o índice de referência da B3 fechou o dia em baixa de 1,18%, a 115.253,31 pontos, bem mais perto da mínima (114.990,54, renovada à tarde) do que da máxima da sessão (117.087,69 pontos, pela manhã), com giro financeiro a R$ 31,6 bilhões. Na semana, o índice acumulou leve ganho de 0,41%, após perda de 1,24% no intervalo anterior – no ano, cede agora 3,16%.

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Nesta última sessão da semana, em baixa pelo segundo dia após quatro ganhos consecutivos, a correção se distribuiu por setores de peso, como bancos (Bradesco ON -3,45%, Itaú PN -3,08%), commodities (Petrobras ON -1,34%, Vale ON -0,59%) e siderurgia (CSN -2,90%, Gerdau PN -2,78%). Na ponta negativa do Ibovespa, Qualicorp caiu 4,42%, Bradesco PN, 3,66%, e Cogna, 3,52%. Na face oposta, Braskem subiu 2,19%, Assaí, 1,65%, e Cosan, 1,56%.

“O Ibovespa avançou muito, em um cenário bastante nebuloso, e é natural esta realização, ainda mais com o dólar voltando também nesta véspera de feriado. O mercado quer ver o que de fato ficará no Orçamento, na sanção. Se o Bolsonaro sancionar do jeito que está, entregará a chave de seu mandato para o Lira (Arthur Lira, presidente da Câmara e expoente do Centrão)”, observa o estrategista Jefferson Laatus, do Grupo Laatus, chamando atenção para o acúmulo de derrotas do ministro da Economia, Paulo Guedes, na busca por racionalidade frente às demandas que chegam do Congresso ao Palácio do Planalto.

“Na virada de mês (e trimestre), há uma reformulação natural de carteiras, com troca de papéis, o que ajuda a entender esta realização. O Ibovespa deve ficar lateralizado, com o investidor buscando sobretudo liquidez. A situação ainda é incerta, pela pandemia: a recuperação econômica segue adiada para o segundo semestre, com início talvez no fim do segundo trimestre, a depender da evolução da doença”, aponta Shin Lai, estrategista-chefe da Upside Investor Research, que considera que as ações com exposição à demanda externa, como commodities, tendem a se manter como opção preferencial ante as alternativas domésticas, como varejo, contaminadas pela fraqueza da confiança do consumidor em ambiente de desemprego muito alto.

“O dia foi animado no exterior, positivo, enquanto continuamos fora, com a produção industrial dando um choquezinho importante hoje, em desempenho pior do que o esperado para fevereiro, com os impactos do agravamento da covid, entre os quais, falta de insumo em cadeia. É um tranco: março e abril devem dar uma travada na economia, com dólar para cima e juros abrindo, o que exigirá mais do fiscal, com mais incerteza sobre a retomada, o que ajuda a entender por que estamos na contramão do global”, diz Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Ideias de Investimento.

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