Economia

Bovespa supera pela primeira vez os 100.000 pontos

Bovespa supera pela primeira vez os 100.000 pontos

Crédito: AFP/Arquivos

O índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Pulo chegou a 100 mil pontos nesta segunda-feira pela primeira vez em sua história, dentro de um quadro de expectativas de progresso nas reformas pró-mercado prometidas pelo governo de Jair Bolsonaro.

O Ibovespa superou dessa barreira imaginária às 14h42, chegando a 100.037 pontos, mas depois perdeu algum terreno e e fechou a 99.993 pontos, com uma alta de 0,86% em relação ao fechamento de sexta.

Desde que Bolsonaro assumiu a presidência em 1º de janeiro, o índice registra um aumento de mais de 13%.

O dia não apresentou nenhum dado positivo em particular, dizem os analistas, e houve até mesmo entre os investidores uma redução nas expectativas do crescimento econômico do Brasil em 2019.

Mas, de acordo com Alex Agostini, consultor da Austin Rating, o fraco crescimento econômico “aumenta a aposta na redução das taxas de juros” neste ano, que direcionaria o dinheiro para o mercado de ações, em detrimento das aportes em renda fixa.

A Bolsa de Valores bateu uma dúzia de recordes históricos no primeiro mês do governo de Bolsonaro, dada a perspectiva de cortes orçamentários e privatizações prometidas por seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em seguida, sofreu um revés devido a tensões políticas dentro do governo que poderiam ameaçar o progresso da crucial reforma previdenciária.

Para André Perfeito, da consultora Necton, a barreira psicológica dos 100 mil pontos agiu “quase como um ímã, com todos querendo chegar a esse nível”.

“O Brasil está muito dividido entre o presente e o futuro. As perspectivas de curto prazo são fracas, mas muitos operadores do mercado estão entusiasmados com as perspectivas de longo prazo, pela política liberal de Guedes e a reforma previdenciária”, diz Perfeito.

A alta desta segunda foi impulsionada especialmente pelas ações dos frigoríficos JBS (+4,71%) e Marfrig (+4%), da cervejaria Ambev (+3,28%) da siderúrgica SID Nacional (+4,42%) e da companhia aérea Gol (+4,57%). A Petrobras teve alta de 1,73%.