Dinheiro em Ação

BNDES faz o maior block trade da AL com venda de R$ 8,1 bilhões em papéis da Vale

Crédito: Paulo Vitor

O BNDESpar, o braço de investimentos em ações do banco estatal de fomento BNDES, negociou, na terça-feira (4), um grande bloco de papéis que detinha da Vale. A venda atingiu R$ 8,1 bilhões e se tornou o maior “block trade” da história da América Latina, segundo Gustavo Montezano, presidente do banco estatal. A negociação das ações da Vale representou quase um terço do volume financeiro da B3 no dia, que somou R$ 32 bilhões, e foi o segundo mais movimentado do ano. A operação teve preço de R$ 60,26 por ação e aproveitou momento de alta de valor da mineradora e do minério de ferro. Com a negociação, a fatia do banco na Vale deve cair de 6,1% para 3,7%. No primeiro trimestre, o BNDESPar, que antes da crise atual vinha com uma estratégia de desinvestimentos, já havia vendido R$ 22 bilhões em ações da Petrobras, diminuindo o tamanho da sua carteira total, que valia R$ 120,9 bilhões ao fim de 2019. No primeiro trimestre, com as quedas dos mercados, ocorreu uma desvalorização ajustada de R$ 31,4 bilhões no portfólio, fechando março com R$ 64,9 bilhões.

FLUXOS DE CAPITAL
Países emergentes recebem US$ 15,1 bilhões em julho

Os fluxos para o portfólio dos países emergentes tiveram saldo líquido de US$ 15,1 bilhões em julho. Foi o segundo mês seguido no terreno positivo, após o impacto do coronavírus em fevereiro ter prejudicado os investimentos. Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), o apetite dos investidores foi “apoiado pela queda do dólar e um Fed acomodatício”. A China, que liderou a retomada dos investimentos, no entanto, teve saída de US$ 400 milhões em ações, que, no consolidado dos emergentes, ficaram com saldo positivo de US$ 1,9 bilhão. Já as entradas no mercado de dívidas atingiram US$ 13,2 bilhões.

PAPEL-MOEDA
Nota de R$ 200 será a sexta de maior valor do mundo

A cédula de R$ 200, que circulará a partir de agosto, será a de sexto maior valor do mundo. Segundo cálculos do Banco Central com base na Ptax de 23 de julho, ela valerá US$ 39. A campeã continua sendo a nota de 200 euros, com valor de US$ 232, no momento do levantamento. A cédula brasileira pode incentivar a tendência percebida em diversos países, durante a pandemia, de maior circulação de papel-moeda na economia. No Brasil, houve alta de 35% do volume em 12 meses até junho. Em fevereiro, a expansão era de 6,6%. Nos EUA, o crescimento do papel-moeda em 12 meses subiu de 4,5% para 11,3%.

BANCOS
Lucro do Itaú cai 40,2% no segundo trimestre

Divulgação

O Itaú Unibanco registrou queda de 40,2% no seu lucro recorrente do segundo trimestre do ano, para R$ 4,2 bilhões, em comparação com o mesmo período de 2019. O resultado pior aconteceu mesmo com a diminuição de 23% na montagem de provisões, no segundo trimestre, para enfrentar a pandemia, em relação aos três primeiros meses do ano. Entre abril e junho, as provisões foram de R$ 7,77 bilhões – uma alta de 92,1% frente ao mesmo período do ano passado. Já a carteira do banco subiu 20,3% em um ano, para R$ 811,326 bilhões.

SEGUROS-1
Previdência prejudica resultados do BB Seguridade

O lucro líquido ajustado do BB Seguridade caiu 9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2019, ficando em R$ 981,8 milhões. A queda foi puxada por uma piora de 36,7% nas contribuições da área de previdência privada, no trimestre, que ficaram em R$ 6,8 bilhões. Houve, no entanto, recuo no índice de resgates, de 0,5 ponto, para 6,6%. A expectativa dos gestores da divisão de seguros do Banco do Brasil é de que os negócios de previdência se recuperem no segundo semestre.

SEGUROS-2
Lucro da Porto Seguro cresce 72,4%

A Porto Seguro indica que já atravessou o pior momento da crise do coronavírus. A seguradora anunciou lucro líquido de R$ 656,7 milhões no segundo trimestre, valor 72,4% maior do que o do mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 23,8%. Houve forte alta no resultado operacional de seguros, de 144,8%, para R$ 590,5 milhões. Com isso, o resultado operacional do grupo ficou em R$ 622 milhões, com uma alta de 83,4%. Também chamou a atenção a queda de sinistralidade em 10,6 pontos, para 40,9%, no trimestre, frente ao reportado um ano antes.

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