Dinheiro em Ação

Bndes contrata bancos para vender ações da petrobras

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A Petrobras divulgou em fato relevante no último dia 6 de janeiro: que o BNDES contratou os bancos que irão atuar como instituições intermediárias na potencial venda de até a totalidade das ações ordinárias de emissão da Petrobras de sua titularidade, por meio de uma oferta pública de distribuição secundária de ações, com esforços amplos de distribuição no Brasil e no exterior. Entre as instituições convidadas estão Bank of America, BB Banco de Investimento, Bradesco BBI, Citigroup Global Markets Brasil, Credit Suisse, Goldman Sachs, Merrill Lynch, Morgan Stanley e XP Investimentos. Adicionalmente, como etapa preparatória para essa operação, a Petrobras informou que arquivou junto à Securities and Exchange Commission (SEC) o formulário F-3 referente à totalidade das ações, documento necessário para que o BNDES possa realizar uma oferta registrada nos Estados Unidos, formulário que ainda será analisado pela SEC.

EDUCAÇÃO
A
nima fará aumento de capital de R$ 1 bilhão 

A Ânima Educação deverá fazer uma oferta subseqüente de ações (follow-on), e para essa operação convidou quatro instituições – Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan e XP Investimentos. A operação visa levantar cerca de R$ 1 bilhão. De acordo com relatório da casa de análise Levante, a oferta da Ânima será primária, ou seja, com recursos para o caixa. Segundo a Guide Investimentos, a operação está em linha com os planos de crescimento da empresa, que deve utilizar o dinheiro para intensificar sua expansão, via aquisições.

ALIMENTOS
Santander recomenda compra de papéis da Marfrig

O Santander recomendou a compra de Marfrig ON. O preço alvo foi elevado de R$ 12 para R$ 16 por ação. O papel fechou cotado a R$ 10,40 com alta de 3,07% no último dia 7. Em relatório, a XP Investimentos citou que os incêndios na Austrália afetam o gado, com impacto positivo para frigoríficos brasileiros.

SEGUROS
Caixa faz parceria com a Tokio Marine

Antes de seu IPO, a Caixa Seguridade fechou uma parceria de 20 anos com a Tokio Marine nos ramos de seguros habitacional e residencial na rede de atendimento da Caixa Econômica Federal. Segundo comunicado do banco estatal, a Caixa Seguridade terá, por meio de sua subsidiária integral, 75% de participação no capital total da nova sociedade, sendo titular de 49,99% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais. A Tokio Marine terá 25% do capital total, detendo 50,01% das ações ordinárias. No final da operação, a Tokio Marine deverá desembolsar R$ 1,52 bilhão, valor que será repassado à Caixa pela outorga concedida.

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DESTAQUE NO PREGÃO
Iguatemi avança em Porto Alegre

A Iguatemi anunciou a aquisição, por R$ 123 milhões, de 47% da Maiojama Participações, que por sua vez detém 14% do Shopping Iguatemi Porto Alegre, da Iguatemi Business Tower (torre corporativa anexa ao shopping), e da Administradora Gaúcha. Com a transação, a participação da Iguatemi nos ativos mencionados aumentou de 36% para 42,58%. Segundo a XP Investimentos apesar de se tratar de uma transação relativamente pequena (1,3% do valor de mercado da Iguatemi e uma adição de menos de 5% da área bruta locável própria da empresa), a transação está alinhada com o discurso da companhia de aumentar sua relevância nos ativos atuais e foi feita em um múltiplo atrativo. Além disso, o ativo em questão (Iguatemi Porto Alegre) está entre os mais relevantes em termos de receita de aluguel. “Esperamos uma reação marginalmente positiva das ações”, disse a XP, em relatório.

MEIOS DE PAGAMENTOS
Mongeral Aegon lança MAG Finanças

Em evento realizado no Rio de Janeiro na última semana, o Grupo Mongeral Aegon lançou a MAG Finanças. A nova empresa nasce como uma instituição de pagamentos que oferecerá aos seus clientes serviços como conta digital, cartão pré-pago internacional, pagamento de contas, recarga de celular, transferência via TED e entre contas da instituição. Em entrevista à DINHEIRO, Raphael Barreto, CFO da Mongeral Aegon contou que a fintech será “atrativa aos clientes” do grupo (2 milhões de pessoas relacionadas como corretores e parceiros), e terá, por exemplo, taxa zero para abertura e manutenção da conta digital, saques, TEDs e boletos para depósito em conta. Os clientes também poderão solicitar a emissão do primeiro cartão pré-pago internacional da bandeira Mastercard gratuitamente e a sua manutenção sem o pagamento de anuidade.

Quem é Thiago Alvarez: Graduado em Administração pela UnB /Gerente Sênior de Engajamento McKinsey & Company/ CEO Guiabolso (Crédito:Divulgação)

O brasileiro precisava conhecer como funciona a relação com o dinheiro para investir

Desenvolvido para funcionar como um aplicativo personal trainer das finanças para tornar mais ágil o modo como as pessoas lidam com dinheiro e acessam produtos financeiros, o Guiabolso organiza as contas sem a pessoa ter de anotar os gastos. Além disso, faz a curadoria de produtos financeiros de acordo com o perfil de cada cliente. Até 2015 o foco do Guiabolso foi aprimorar o produto já existente e a partir daí vieram os agregados. Hoje há empréstimo pessoal e, após a adesão dos bancos (2017 e 2018), passou a oferecer também cartão de crédito.

Como é abrir portas em meio a um cenário dominado por instituições financeiras?
Ouvirmos 60 “nãos” antes de conseguir a primeira rodada de investimentos. Éramos meninos tentando adentrar em um local habitado somente por bancos. Aparentemente, era impossível, mas em 2012 conseguimos o primeiro grupo de investidores que apostaram na nossa missão. Ainda nesta fase de testes do que seria o produto Guiabolso, lançamos o site onde as pessoas colocavam seus gastos e ganhos, e nós oferecíamos uma consultoria. A ideia era aprender bastante sobre como o brasileiro entende suas finanças. Foi então que desenvolvemos a tecnologia para reunir em um só lugar os dados de contas e cartões das pessoas.

A captação de dados foi instantânea?
Não. É complicado você confiar em colocar seus dados bancários em um aplicativo que vai analisar seu extrato. Foi através de algumas tentativas de oferecer opções para diminuir a tendência de endividamento da população e a falta de conhecimento que o brasileiro tinha sobre planejamento financeiro. O objetivo era transformar a relação do cliente com o dinheiro, empoderá-lo oferecendo transparência e informação para a tomada de decisão. Com estas constatações, os cadastros cresceram.

E como sustentar e desenvolver o produto?
O aplicativo foi uma grande sacada: no fim de 2014 já tínhamos 260 mil usuários, ou como gostamos de falar, 260 mil histórias de pessoas melhorando suas vidas. Também foi o ano em que recebemos a quarta rodada de investimentos e então começamos a desenvolver a plataforma de crédito para auxiliar as pessoas a saírem de dívidas caras como cheque especial e cartão de crédito. Já 2016 foi de consolidações: encerramos com 3,1 milhões de pessoas usando o Guiabolso e a plataforma de crédito passou a ofertar produtos de bancos e financeiras de peso, instituições que aceitaram o desafio conosco. Em mais uma superação, 2017 foi o ano de fecharmos a quinta e maior rodada de investimento e batermos 3,8 milhões de usuários.

Para 2020 o que a empresa prepara?
Temos 6 milhões de usuários cadastrados na plataforma e de 2014 para cá já recebemos R$ 215 milhões em cinco rodadas de investimentos. O Guiabolso hoje oferece produtos em três áreas e tem 12 parceiros.
O objetivo é encerrar o ano com outros sete novos.

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Creditas avança em consignado privado

Amaior fintech brasileira de empréstimo com garantia começou tímida como um comparador de produtos financeiros para facilitar o acesso às melhores taxas e condições. A história iniciou com a indicação de clientes de crédito com garantia de imóvel aos parceiros da Creditas. Depois, em 2014, avançou na indicação de clientes de crédito com garantia de veículos. Somente em 2015 veio a primeira rodada de investimento: a Creditas captou um total de R$ 25 milhões de grandes investidores internacionais que se interessaram pelo negócio. Foi aí que a empresa se desenvolveu e em 2017 conquistou dois fundos de investimentos exclusivos e teve duas rodadas captando R$ 250 milhões de grandes grupos de venture capital globais. O primeiro bilhão em solicitações de crédito veio em 2018 e a marca bateu os R$ 500 milhões emprestados. Trabalhando na diversidade das fontes de recursos, a Creditas foi considerada em 2018 a segunda startup mais desejada pelos brasileiros no ranking internacional LinkedIn Top Startups. “No ano passado anunciamos nossa rodada de investimento no montante de R$ 900 milhões liderada pelo grupo japonês SoftBank, fizemos a aquisição da Creditoo, uma plataforma on-line de empréstimo consignado para funcionários de empresas privadas”, afirma o Fabio Zvidil, VP de Desenvolvimento de Negócios da Creditas. “E 2020 será o ano de nosso grande investimento: o empréstimo consignado privado que vai desenvolver produtos para facilitar este tipo de transação.”

Número da semana

11% É o percentual de brasileiros que têm condições de pagar as despesas de início de ano como mostra a pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com o levantamento, 26% dos entrevistados economizaram nas festas e com as compras de Natal para conseguir pagar as despesas sazonais desta época. Outros 21% guardaram ao menos parte do 13º salário para honrar os compromissos, ao passo que 17% disseram ter montado uma reserva ao longo de 2019 para cobrir os gastos no futuro. A pesquisa encomendada pela CNDL e pelo SPC conseguiu apurar também que 22% dos entrevistados não fizeram qualquer planejamento para pagar esses compromissos em 2020. Outra descoberta foi de que 14% dos entrevistados realizaram trabalhos eventuais (bicos) como forma de complementar o orçamento doméstico mensal.

Mercado em números

48%
É o percentual de fintechs que dobraram de tamanho em 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). O levantamento também mostra que mais de um quarto delas vai dominar tecnologias de biometria e gestão de identidades em 2020. Entre os destaques estão os segmentos de meios de pagamento (22,4%) e de crédito (21%), que continuam sendo os setores com mais fintechs atuantes.

20%
É o percentual de brasileiros que têm conta em banco digital, segundo a Fiserv. A escolha é mais predominante entre os consumidores de 18 a 34 anos, que representam 21% do total. Entre os 600 brasileiros entrevistados para a pesquisa, 43% preferem interagir com a sua principal organização financeira via aplicativos, 25% por internet banking e apenas 16% optam por agências físicas.

50%
Foi o crescimento de volume transacionado de cartões pré-pagos em 2019 na comparação com 2018, segundo análise realizada pela Agillitas, empresa especializada em soluções de pagamentos e emissora de cartões pré-pagos. O comportamento de uso variou de acordo com o pilar de cada produto. No caso do cartão corporativo, os gastos ficaram concentrados em postos de gasolina (18%), restaurantes e alimentação (14%), hotéis e despesas com passagens (11%). E o valor médio registrado nas transações foi R$ 120.