Edição nº 1096 15.11 Ver ediçõs anteriores

Os analistas de ações merecem seus salários?

Em sua edição de número 948, que chegou às bancas na última semana de 2015, DINHEIRO publicou sua tradicional edição “Onde Investir em 2016”. A revista fez uma pesquisa junto aos analistas de mercado para saber quais as ações recomendadas para o ano.

Repetindo o padrão, foram pedidas nove sugestões. Três ações de baixo risco, três de risco médio e três de alto risco, ou arrojadas. Passados doze meses, é hora de avaliar se essas recomendações compensaram. Quem seguiu as recomendações dos analistas ganhou dinheiro? A resposta rápida é não. A resposta não tão rápida é: dependeu do apetite pelo risco.

Um investidor que tivesse aplicado R$ 9 mil nessas ações, investindo mil reais em cada uma delas, teria R$ 10.217,40. Um ganho nominal de 13,53% sem considerar gastos com corretagem.

Essa aplicação ganhou dos cerca de 7% de inflação e dos 8,3% da poupança, mas perdeu dos 14% dos juros de mercado medidos pelo CDI e dos 38,9% do Índice Bovespa. Ou seja, não foi um bom negócio para quem está disposto a correr o risco das bolsas.

Porém, quem fugiu do risco ganhou dinheiro. Na média, as três ações consideradas de baixo risco – Itaú Unibanco PN, Bradesco PN e AmBev ON – renderam 39,63%, um pouco mais que o Índice Bovespa.

As ações de médio risco – Cielo ON, BR Foods ON e Suzano Papel PNB – perderam 10,5% em média. E os papéis arriscados – Pão de Açúcar PN, Kroton ON e Valid ON – ganharam 11,5% em média, abaixo do índice e do CDI. Assim, quem optou pelo conservadorismo obteve um resultado melhor do que a média do mercado.

Qual a conclusão? Não dá para dizer que os analistas não merecem seu salário. Nenhum analista seria capaz de prever o impeachment, o BrExit, a eleição de Donald Trump e outros sobressaltos de 2016. Assim, uma boa recomendação é seguir as recomendações deles, mas tendo em vista que 2017 promete não ser fácil.

Em tempo: as recomendações dos profissionais de mercado para 2017 são:

Ações conservadoras: Raia Drogasil ON, Transmissão Paulista PN e AmBev ON

Ações moderadas: Itaú Unibanco PN, CCR ON e Iguatemi ON

Ações arriscadas: Petrobras PN, Banco do Brasil ON e Gerdau PN


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