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Empreender em tempos de crise. Por que não?

Empreender em tempos de crise. Por que não?

Assumir riscos faz parte do negócio, mas eles precisam ser calculados e planejados

De acordo com dados do Serasa Experian, 800 mil empresas foram abertas no Brasil entre janeiro e maio de 2015. O número é 69% maior ao registrado em 2010, quando, no mesmo período, foram criados aproximadamente 575 mil negócios. No entanto, mesmo com dados positivos, muitos se questionam sobre a possibilidade de investir no sonho de empreender diante das incertezas do país. 
 
Lembro que quando iniciei meu empreendimento no setor de educação, o Brasil enfrentava sua maior crise econômica. A inflação girava em torno de 80% ao mês, os planos, moedas e Ministros mudavam a cada seis meses. As contas bancárias chegaram a ser confiscadas pelo Governo Federal. Ou seja, mesmo em um ambiente negativo, é possível descobrir um mundo de possibilidades e construir um empreendimento bem-sucedido.
 
Tempos difíceis não combinam com estagnação. Pelo contrário. Talvez o mercado-alvo tenha de ser estudado de forma ainda mais minuciosa do que em qualquer outro momento, mas alguns nichos já provaram ter capacidade para crescer em cenários complicados. Sem contar que o novo negócio pode ser a solução para o desemprego do empreendedor e outras pessoas envolvidas. 

Como regra, o investidor deve avaliar o quanto tem em caixa antes de construir algo, reconhecendo que a empreitada poderá ser lucrativa, apaixonante, porém arriscada, com dívidas imediatas e a longo prazo, juros mais altos, menor poder de compra do consumidor final, entre outros fatores.  
 
Não é indicado, por exemplo, recorrer a um financiamento sem saber antecipadamente qual o custo efetivo total da operação e se haverá, realmente, fluxo de caixa para pagá-lo nos prazos contratados. Um empréstimo não deve, jamais, comprometer as despesas fixas do negócio, como aluguel, contas de consumo, reposição de estoques e encargos trabalhistas. Por isso, a palavra de ordem, é precaução. Esteja sempre atualizado sobre os movimentos do seu setor de atividade e, quando necessário, busque o auxílio de especialistas para apoiá-lo no desenvolvimento do seu plano de negócios. 
 
O racional deve predominar por meio de estratégias consistentes, mas a garra, a coragem e a paixão pelo novo não devem ser desprezadas. Assumir riscos faz parte do negócio, mas eles precisam ser calculados, planejados, ainda mais em momentos de incertezas política e econômica.  Apesar de todas as barreiras que enfrentamos neste momento no país, ainda assim há uma infinidade de possibilidades para aqueles que são visionários e almejam um futuro de sucesso e realizações. 
 

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