Já foram 83 vinhos

Da previsão inicial de 230 rótulos degustados, faltam pouco mais de 150 amostras 

Já foram 83 vinhos

Jancis Robinson (à esq), Marina Beltrane (centro) e Suzana Barelli no término da degustação de segunda-feira (foto: Divulgação)

A perfeita organização é um dos diferenciais do Argentina Wine Awards (AWA), concurso criado em 2007 para mostrar ao mundo a qualidade crescente dos vinhos argentinos. O tema do concurso muda todos os anos, mas a lógica é sempre convidar especialistas dos países importantes para as exportações de vinho do nosso vizinho para degustar às cegas (sem saber que vinho corresponde a que amostra) os rótulos inscritos na competição.

É a segunda vez que eu participo deste concurso. A primeira foi no ano passado, que trazia os grandes jornalistas de vinho para provar os brancos e tintos do país do tango – Steven Spurrier, da revista Decanter, era um deles. Hoje, segunda-feira, começou a edição de 2015, que conta com 12 juradas estrangeiras e 6 argentinas. O tema é The Empowerment of Women in Wine. Só mulheres numa sala e muitas garrafas para serem provadas e discutidas às cegas. 

Nós fomos divididas em grupos de três, sempre duas estrangeiras e uma argentina. No meu grupo está a inglesa Jancis Robinson e a argentina Marina Beltrame. Hoje, provamos 83 vinhos. Começamos com os espumantes que, confesso, em surpreenderam – demos até uma medalha de ouro. Depois fomos para os sauvignon blanc, malbec mais baratos, cabernet sauvignon, syrah e blends tintos. Ao todo foram 83 vinhos degustados pelo meu grupo.

A previsão é que cada trio prove até quarta-feira 230 vinhos. Na organização do concurso, cada vinho é degustado por dois grupos e nunca o produtor (quando presente no júri) prova o vinho que elaborou. Na quinta, o grupo se reúne para degustar os vinhos que receberam medalhas. Nossa missão final é definir quais merecem troféus. E na sexta-feira à noite saberemos quais são os vinhos premiados, já que todas as provas são as cegas – só sabemos o varietal, a safra e a faixa de preço.

Escrever assim sobre o concurso parece fácil. Mas é só dar uma espiada nos bastidores para ver que o trabalho liberado por Jane Hunt e Tina Coady não é fácil. Organizar os vinhos por categorias e preços, garantir que sempre que um grupo pede, há uma nova garrafa na temperatura correta para ser substituída; só servir vinhos na temperatura correta, garantir que os seis grupos estejam sempre com a taça cheia. Enfim, é um profissionalismo que deveria ser copiado por muitas das competições de vinho.

E amanhã me aguardam mais 70 vinhos…

Veja também

+ Funcionário do Burger King é morto por causa de demora em pedido

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020

+ Bolsonaro veta indenização a profissionais de saúde incapacitados pela covid-19

+ Nascidos em maio recebem a 4ª parcela do auxílio na quarta-feira (05)

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?


Sobre o autor

Suzana Barelli, editora de vinhos da Revista Menu, é uma jornalista especializada em vinhos


Mais posts

Feira Naturebas reúne vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais em SP

A feira de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais traz a sustentabilidade emtodas as suas etapas. Evento inicia neste fim de semana [...]

Por que o vinho entrou na pauta econômica?

Além das discussões sobre a substituição tributária, a bebida é tema do acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia

Um vinho brasileiro natural em Nova York

Luiz Henrique Zanini apresenta o seu vinho “laranja” Era dos Ventos Peverella

Uma semana para provar vinhos

A Pró-Vinho promove a primeira edição da Semana do Vinho, quando haverá diversas promoções da bebida em todo o Brasil

A importância crescente do enoturismo

A francesa Alice Tourbier, do Les Sources de Caudalie, é o principal destaque do Invino Wine Travel Summit, que acontece nesta [...]
Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.