Coluna

Ação da Cielo perde o pé

Justiça Federal do RJ nega à empresa o direito de usar o nome Cielo, e ações fecham com queda de 8,2%

As ações da processadora de pagamentos Cielo registraram uma das maiores quedas do pregão na terça-feira 14. No fim do dia, os papéis encerraram cotados praticamente na mínima, a R$ 37,90, uma baixa de 8,2% em relação ao fechamento da véspera.

O motivo da baixa foi uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, movida pelo nadador César Cielo, que contestou o uso de seu sobrenome como marca da empresa.

Ao ser divulgada no início da tarde, a notícia provocou uma reação pesada no mercado, que passou a vender ações. Boa parte disso decorre do bom desempenho dos papéis. Empresa grande, rentável e boa pagadora de dividendos, a Cielo tem sido, nos últimos dois anos, uma das queridinhas do mercado.

Os fundos de ações setoriais a ela dedicados lideraram a rentabilidade nos últimos anos. As carteiras do BB e do Bradesco renderam, respectivamente, 35,8% e 35,7% nos 12 meses findos em 30 de setembro.

O nome Cielo substitui a antiga denominação Visanet. Nascida a partir da processadora de transações da Visa do Brasil, a empresa logo conquistou a liderança no mercado de processamento de transações.

A mudança de nome, desvinculando a processadora da marca Visa e optando por uma palavra compreensível em português e espanhol (cielo significa céu), atendia a uma estratégia de diversificação do mercado, em que as processadoras não estariam restritas a atender apenas uma das bandeiras de cartões, e a propostas de expansão para outros países da América Latina. Aproveitando a coincidência, a Cielo contratou o nadador para ser garoto propaganda em uma campanha de divulgação da nova marca.

Procurada, a empresa não se pronunciou e informou apenas que vai recorrer da decisão, proferida em primeira instância.

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