Edição nº 1134 19.08 Ver ediçõs anteriores

Defenda seu dinheiro da inflação

O último boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira 15 pelo Banco Central, não deixa dúvidas: a expectativa do mercado financeiro é ruim.

Em uma semana, a inflação prevista para 2014 permaneceu estável em 6,29%, mas o crescimento esperado para a economia recuou de 0,48% para 0,33%.

Em português, isso quer dizer que, pelo menos no atual governo, é pouco provável que os juros subam para combater a inflação. Ou seja, os índices de preços vão continuar rondando o teto máximo de tolerância da meta. Nesse cenário, como defender seu dinheiro da inflação?

Para investidores qualificados, com pelo menos R$ 300 mil para aplicar, uma boa alternativa são papeis imobiliários de longo prazo, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de boas empresas.

Em geral, esses títulos pagam a correção de um índice de preços como o IPCA ou o IGP-M, mais volátil, e juros. Nas últimas emissões, a remuneração tem ficado entre 4% e 5% ao ano, mais inflação. Na ponta do lápis, isso significa 10,5% a 11,5% ao ano, sem impostos.

Quem tem menos dinheiro pode optar pelos títulos do Tesouro Direto de prazo mais longo, como as Notas do Tesouro Nacional (NTN) da série B, que pagam inflação mais juros.

Na segunda-feira 15, as notas de prazo mais longo, vincendas em 2035 e 2050, pagavam juros de 5,91% ao ano mais a variação do IPCA. Isso representa uma rentabilidade excelente de 12,57% ao ano, desde que o IPCA continue no mesmo nível.

A desvantagem do Tesouro Direto é que ele tem custos para o investidor.

Ele tem de pagar R$ 12 por mês em taxas de custódia, que é uma tarifa cobrada pela Bolsa para registrar os papéis. Ao comprar e ao vender os títulos, ele paga de 0,25% a 0,5% do valor total em comissão para a corretora que intermediar o negócio.

E, ao contrário dos papéis imobiliários, o ganho será tributado. Dependendo do prazo, o rendimento vai pagar de 22,5% de imposto (para aplicações inferiores a 180 dias) a 15% (quando o prazo do investimento superar 720 dias).

Compensa? Em tempos de inflação persistentemente alta, a recomendação de indexar a rentabilidade do dinheiro sempre é boa.


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