Coluna

Wal Mart faz liquidação na Bolsa

O equilíbrio instável do mercado internacional se reflete por aqui

Por qualquer métrica, os próximos meses prometem ser emocionantes para os investidores – lembrando, claro, que emoções podem ser tanto boas quanto ruins.

Depois de vários pregões em alta, a Bolsa de Valores fechou a quinta-feira com uma queda de 1%, a 53.855 pontos, não muito acima do nível mínimo do dia. O que contribuiu para o mau humor foram indicadores econômicos ruins nos Estados Unidos e na Europa, além de resultados de empresas abaixo do esperado.

Nos Estados Unidos. a produção industrial de abril ficou abaixo do previsto e a rede varejista Wal-Mart informou que seu resultado do segundo trimestre deverá ficar abaixo das projeções dos analistas. Isso fez as ações da rede varejista caíram mais de 2% e arrastou outros papéis do setor de consumo, com reflexos aqui.

O que esperar? No dizer de um gestor, a bolsa brasileira já usou todo o potencial de alta derivado das expectativas positivas. Agora, avalia o profissional, será preciso notícias concretas para manter a alta do Índice Bovespa em uma rota sustentável. Até lá, a recomendação é não comprar ações, pois os preços estão elevados tendo em vista os prognósticos ruins para a economia e as incertezas eleitorais.