Coluna

4 maneiras de estimular as boas ideias e a inovação

Há um autor que investigou a história da inovação para descobrir como criar ambientes propícios à criatividade. Saiba como fazer isso em sua empresa

4 maneiras de estimular as boas ideias e a inovação

Julga-se cada vez mais necessário ter pessoas com habilidades tecnológicas inseridas nos núcleos de criação das agências

De onde vêm as boas ideias? Como estimulá-las? Como fazer com que  elas floresçam em sua vida pessoal e profissional e em sua empresa?

Essas perguntas estão – ou deveriam – estar martelando na sua cabeça, leitor, permanentemente. Afinal, muitas de nossas conquistas partem de uma boa ideia: uma mudança, um projeto, um negócio.

Há autor em particular, de que gosto muito, que se fez essa pergunta e investigou a história para descobrir como criar ambientes propícios à criatividade. Em “De onde vêm as boas ideias” (Zahar), o autor Steven Johnson mostra que processos estimulam a veia criativa e como recriá-los no cotidiano. 

E de lá que retirei as quatro dicas abaixo:
 
1. Errar é bom -  não tenha medo do erro. Ele, por si só, não faz milagre, mas a liberdade de experimentar favorece as descobertas. Por isso, seja livre para errar – e deixe que sua equipe se sinta assim. “O erro muitas vezes cria um caminho que nos desvia de nossas suposições confortáveis”, diz Johnson.

2. Dê espaço ao acaso – há uma palavra que representa o poder benéfico do acaso: é a serendipidade, que se refere às boas descobertas obtidas, muitas vezes, quando se buscavam outras coisas. Uma maneira de conseguir isso é sair para dar uma volta. “A história da inovação está repleta de relatos sobre boas ideias que ocorreram quando as pessoas estavam fazendo um passeio”, diz o autor. “…o passeio criativo ajuda a gerar novas combinações serendipitosas de ideias já existentes em nossa mente.”

3. Abra-se ao mundo exterior – além dos passeios criativos, outro modo de cultivar a serendipidade é absorver as ideias do mundo exterior. Para isso, crie brechas fora das “franjas da rotina diária”. Períodos sabáticos – não necessariamente longos –  dedicadas à leitura são boas pedidas. Bill Gates, por exemplo, costuma tirar férias anuais só para ler.

Ok, você não é o Bill Gates, sempre se dá um jeitinho: um dia de folga, uma semana – por que não? “Se os Google dá a seus engenheiros um dia por semana para trabalhar no que bem entenderem, sem dúvidas outras organizações podem descobrir uma maneira de dar a seus empregados um tempo exclusivo para mergulhar numa rede de novas ideia.” 

4. Conecte-se – uma boa ideia depende de uma rede, de estar ligado e aberto a encontros criativos. Não se pode ter uma epifania com apenas três neurônios. E, tão importante quanto a quantidade de neurônios, é a  miríade de conexões que se formam entre eles, diz Johnson. Agora, transporte essa ideia para sua rede de relacionamentos.
 
“A rede, ela própria não é inteligente; os indivíduos é que ficam mais inteligentes por estarem conectados a ela”, escreve. “Para tornar nossa mente mais inovadora, temos de inseri-la em ambientes que compartilhem daquele mesmo tipo característico de rede (…) Certos ambientes acentuam a capacidade natural do cérebro de estabelecer novos elos de associação.