Economia

Bloco de oposição vê frustrada tentativa de adiar voto do relator

Deputados favoráveis à reforma da Previdência comemoram como vitória a frustração da tentativa da oposição de adiar a leitura do voto complementar do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) à reforma da Previdência marcado para a última terça-feira, 2. Segundo o presidente da Comissão Especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), a votação do relatório pode ser feita nesta quarta, 3, ou na quinta, 4, a depender de acordo com os deputados.

O pedido foi vencido por 32 votos a favor e 13 contra. Os parlamentares viram isso como um termômetro para o possível placar para a aprovação do mérito da reforma no colegiado. A comissão tem 49 membros e são necessários 25 votos para que ela seja aprovada nessa fase.

Levantamento feito pelo Estado aponta que dos membros da comissão, 22 são favoráveis ao texto e 12 contrários. Não foram encontrados oito deputado, cinco não quiseram responder e um se disse indeciso. O presidente, Marcelo Ramos (PL-AM), tem o direito de escolher se vota ou não no colegiado.

Deputados aplaudiram e fotografaram o painel de votação. Para os parlamentares que são a favor da proposta, esse pode ser o placar que será visto no dia da votação do mérito da reforma, antes dela ir ao plenário da Câmara.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), não quis arriscar números, mas disse que a votação do requerimento pela comissão foi uma “boa sinalização” de que a reforma será aprovada com boa margem de aprovação. Para o deputado Vinicius Poit (Novo-SP), o placar pode ser até mais favorável à aprovação do texto.

A votação do requerimento aconteceu, antes da leitura do voto complementar. Apenas partidos de oposição orientaram para que ele fosse aceito e, com isso, a leitura do voto adiada.

Depois de terminar a leitura do seu voto complementar da reforma da Previdência, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP), demonstrou que ainda não jogou a tolha em relação a inclusão dos Estados e municípios na. “Não perdemos a esperança de incluir estados e municípios”, disse. “Se governadores acham que é possível estar nessa reforma, se é esse o desejo deles que venham para o texto principal, com seus aliados porque há disponibilidade total deles serem incluídos no plenário”, disse Moreira.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.