Economia

Bitcoin tem recorde de perdas após recuar por sete semanas seguidas

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Representação gráfica da criptomoeda Bitcoin, que teve recorde de perdas após recuar por sete semanas seguidas (Crédito: Pixabay )



O último domingo (15) selou um recorde histórico para a criptomoeda Bitcoin: foi a primeira vez que a moeda sofreu sete semanas seguidas de perdas.

Apesar de ter alcançado certa estabilidade nos últimos dois dias, voltando a operar acima de US$ 30 mil, muitos investidores ainda estão cautelosos e mesmo apostando em quedas ainda maiores nos próximos meses.

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A baixa pode ser explicada pelo fato das criptomoedas serem ativos de risco e seus preços tenderem a amplificar as alterações de humor dos investidores. A queda das criptomoedas estaria seguindo movimentos de outros ativos mais tradicionais.

Para Florêncio Ponte Cabral Jr., CEO da Virtus Automation & AI, startup acelerada pelo InovAtiva Brasil, as moedas seguem a tendência de mercado, mas alguns fatores geraram a grade instabilidade da moeda, sendo o principal fator o blockchain Terra, que tem como sua moeda a Luna.

O colapso da criptomoeda causou perdas que chegam a R$ 1 trilhão e. segundo ele, o problema era que a criptomoeda era operada como um “grande esquema de pirâmide”.


“Não sabemos até que ponto era também o risco sistêmico do algoritmo. Quando houve a queda da moeda, o algoritmo causou um colapso no sistema. As pessoas, com medo, começaram a sacar a moeda o que provocou um medo sistêmico”, diz Cabral Jr.. Ele considera, no entanto, que bons investidores já perceberam que este é o momento de compra.

Já Will Clemente, analista da Blockware, afirma que o ativo provavelmente já atingiu seu valor mínimo, enquanto os pesquisadores do Huobi Research Institute permanecem mais pessimistas e dizem que “o fundo ainda está por vir”, informaram ao site Olhar Digital.

A recomendação para os investidores é adiar a compra, segundo relatório da HRI divulgado na semana passada. Alguns especialistas fazem previsões ainda mais negativas: o fundador e ex-CEO da Bitmex, Arthur Hayes, escreveu em seu blog que aposta que a moeda chegue a US$ 20 mil ainda este ano.

Esse patamar foi superado pela criptomoeda no final de 2020, disparando e chegando a alcançar um pico próximo a US$ 70 mil em novembro de 2021, segundo dados da Bitstamp.

No total, as perdas no mercado das criptomoedas já somam US$ 1,2 trilhão, de acordo com dados da CoinMarketCap.

Terra USD e Luna

Um dos acontecimentos mais significativos foi o chamado colapso das stablecoins, que são basicamente tokens digitais atrelados ao valor de ativos tradicionais, como o dólar. A criptomoeda Luna, por exemplo, passou de US$ 87 para US$ 0,38 em um período de menos de 24 horas.

A Luna está associada a outro ativo, chamado TerraUSD, cujo valor é formado por algoritmos, mas a Luna flutua livremente conforme a lei de oferta e procura.

Por conta disso, os investidores, que normalmente podiam trocar um dólar por uma Luna acabaram ficando impossibilitados de fazer a liquidação, ficando em uma posição difícil.

A dificuldade em “reviver” a moeda e torná-la novamente rentável tem provocado preocupações em quem investe em criptomoedas, tornando ainda mais complicada a situação do mercado. O plano do sul-coreano Do Kwon, fundador da empresa por trás da criptomoeda, de buscar de novo a paridade com o dólar via reservas, em vez de depender de um algoritmo acabou não animando os investidores, segundo o Portal do Bitcoin.