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Big Five cada vez mais big

Apple, Microsoft, Amazon, Google e Facebook alcançam valor de mercado recorde, somando US$ 4,6 trilhões

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FÓRMULA APPLE Venda de produtos divide com assinaturas de serviços as receitas. Valor da empresa atingiu US$ 1,189 trilhão (Crédito: iStock)

Em agosto do ano passado o mundo financeiro festejou a Apple ter se tornado a primeira empresa de capital verdadeiramente aberto a bater o valor de mercado de US$ 1 trilhão, em termos nominais — excetuando-se empresas do altamente concentrado setor de gás-óleo-energia. O feito ocorreu um século e 17 anos depois de a US Steel ser a pioneira a alcançar a casa do US$ 1 bilhão, em 1901, também em valores nominais. Por esse motivo não tem chamado tanto a atenção o fato de que 2019 será o primeiro ano da história em que duas empresas tecnologia sejam avaliadas acima de US$ 1 trilhão. A Apple e a Microsoft. Uma ironia, porque Steve Jobs sempre disse que a corporação de Bill Gates o copiava em tudo. Na quinta-feira 21 os valores das duas, respectivamente, eram de US$ 1,189 trilhão e US$ 1,141 trilhão.

Se a esse time juntarmos outras três gigantes da era digital, Alphabet/Google (US$ 898,2 bilhões), Amazon (US$ 865,4 bilhões) e Facebook (US$ 562,3 bilhões), a turma do Big 5 valia nesta semana US$ 4,6 trilhões. Para efeito de comparação, as dez maiores brasileiras começaram o ano com valor de mercado acumulado de US$ 500 bilhões — com o dólar a R$ 4. Esse time americano não tem nenhuma companhia que chegou aos 50 anos, e três delas têm até 25 anos: Amazon (25), Google (21) e Facebook (15). Não à toa fazem parte da chamada Nova Economia.

Há outra característica comum entre elas, além do segmento. Todas adotaram modelos de negócios que cada vez mais miram nos serviços e sustentados por assinaturas. O que significa receita recorrente. A similaridade faz com que gigantes de outras áreas econômicas pareçam empresas muito menores do que são. No varejo, o Walmart valia na quinta-feira US$ 338 bilhões. No segmento financeiro, o JP Morgan liderava (US$ 406 bilhões). Na indústria automobilística, Toyota (US$ 201 bilhões). No setor de mídia, Disney (US$ 261 bilhões). Em gás, petróleo e energia a coisa muda. A maior do planeta é a chinesa Sinopec (US$ 4,1 trilhões), mas apesar de ter ações negociadas em bolsa seu controle dificilmente deixará de ser estatal. Nos Estados Unidos, a US Steel Corporation segue imbatível (US$ 2,1 trilhões).

Mas o que o mundo aguarda mesmo é o IPO da saudita Aramco, em dezembro. A empresa espera vender 1,5% de suas ações e arrecadar um pouco acima de US$ 25 bilhões — o que faria a companhia bater o recorde que pertence ao grupo Alibaba, que obteve US$ 25 bi no IPO, em 2014. A Aramco terá valor de mercado estimado entre US$ 1,6 trilhão e US$ 1,7 trilhão.