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Biden pede respeito às medidas e Brasil atravessa o pior da pandemia

Enquanto a vacinação contra a covid-19 avança nos Estados Unidos e seu presidente critica a pressa em suspender as restrições, o Brasil, onde a campanha de vacinação é lenta, vive sua fase mais letal da pandemia.

Joe Biden lamentou as medidas anunciadas na terça-feira pelo Texas, que aboliu a obrigação do uso da máscara e decidiu reabrir todos os negócios na próxima semana, medidas imitadas nesta quarta-feira pelo Mississippi.

Segundo o presidente americano, essas decisões, justificadas pela aceleração na campanha de vacinação em massa, são um “grande equívoco”.

“Espero que todos já tenham percebido que essas máscaras fazem a diferença”, afirmou Biden, observando o número crescente de mortos.

“Este não é o momento de suspender todas as restrições”, concordou Rochelle Walensky, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a principal agência federal de saúde pública do país.

Esses apelos para dar continuidade aos esforços de combate à pandemia, em um país exaurido por um ano de restrições, têm cada vez menos peso diante de boas notícias, como a queda acentuada de casos diários e mortes nos Estados Unidos e o avanço da campanha de vacinação.

Os funcionários da saúde dos EUA já realizaram mais de 78 milhões de injeções das vacinas Pfizer e Moderna. Em ambos os casos, são necessárias duas doses por paciente.

– Brasil, triste recorde –

O otimismo despertado pelas vacinas em alguns países contrasta com as más notícias em outros.

O Brasil anunciou nesta quarta-feira o maior número de mortes por covid-19 em 24 horas (1.910), confirmando a clara deterioração da situação sanitária no país.

Na terça-feira, o país já havia registrado um recorde diário com 1.641 mortos.

Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, que os cientistas consideram inferiores aos reais, foram registrados 71.704 casos novos em 24 horas, o segundo pior número desde a chegada do coronavírus ao país.

A Venezuela anunciou, por sua vez, a presença no país da variante brasileira da covid-19.

“Um caso estranho apareceu em La Guaira” em um funcionário de um aeroporto que atende Caracas, disse o presidente Nicolás Maduro. “Fizemos um estudo” e “ficou demonstrado que era a variante brasileira”, da qual há pelo menos 10 casos na Venezuela, acrescentou.

Na Europa, a Espanha ultrapassou as 70.000 mortes pelo coronavírus nesta quarta-feira, depois de atravessar o mês mais mortal da pandemia desde a primeira onda.

Os indicadores mostram, no entanto, que a situação de saúde está melhorando no país, principalmente nas casas de repouso, onde foram administradas as primeiras vacinas.

A Eslováquia anunciou, por outro lado, um toque de recolher noturno a partir da noite desta quarta-feira, em um momento em que enfrenta números elevados de óbitos por covid-19.

A Alemanha anunciou a implementação de um plano de suspensão do confinamento progressivo e condicional a partir de segunda-feira, que inclui a abertura de espaços culturais. Lojas não essenciais, museus, zoológicos, jardins botânicos e memoriais poderão reabrir nas próximas semanas se a incidência permanecer abaixo de 100 casos por 100.000 habitantes por uma semana.

O país também vai autorizar a vacina do laboratório AstraZeneca para pessoas com mais de 65 anos, disse a chanceler Angela Merkel nesta quarta-feira, baseando a decisão em recentes estudos médicos encorajadores. Até agora, Berlim não havia autorizado essa vacina para maiores de 65 anos, argumentando que os dados científicos do laboratório anglo-sueco eram insuficientes para permiti-la.

– Boas notícias chilenas –

As campanhas de vacinação contra o coronavírus avançam de forma muito desigual no mundo.

O Chile, o país mais avançado da América Latina em sua campanha, já administrou pelo menos uma dose a mais de 3,5 milhões de pessoas. O país de 19 milhões de habitantes está no primeiro grupo mundial em termos de vacinação.

Na África, o Sudão recebeu seu primeiro lote de vacinas contra o coronavírus na quarta-feira. No mesmo dia, Ruanda tornou-se o primeiro país do continente a receber a vacina da aliança Pfizer-BioNTech contra a covid-19, no âmbito do programa Covax que visa garantir uma distribuição equitativa das doses.

O desejo de se proteger da doença tem levado ao tráfico. A polícia sul-africana apreendeu 2.400 doses falsas em seu país e uma rede de vacinas falsa foi desmontada, anunciou a Interpol na quarta-feira. Segundo a força de segurança internacional, esta é apenas a “ponta do iceberg”.

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