Edição nº 1134 19.08 Ver ediçõs anteriores

Bettina Bürklin e seus rieslings biodinâmicos

Antes da biodinâmica, Bettina já havia ousado ao decidir classificar os seus vinhedos a partir das microrregiões onde estão plantados cada um deles

Bettina Bürklin e seus rieslings biodinâmicos

Quando herdou a vinícola familiar em 1990, a enóloga Bettina Bürklin-von Guradze, não imaginava que um dia transformaria a tradicional propriedade, que está em sua família desde 1597, em uma referência em rieslings biodinâmicos. Mas foi exatamente isso que aconteceu a partir do ano 2001 quando ela e seu marido, Christian Von Guradze, decidiram começar a reconverter para a biodinâmica os 85 hectares da Dr. Bürklin-Wolf Estate, em Wachenheim, na região de Pfalz, na Alemanha.

Bettina conheceu a biodinâmica pelo livro do francês Nicolás Joly, produtor pioneiro em seguir a biodinâmica nos vinhedos e autor de “Vinho do céu à terra” (como foi batizada a tradução para o português). A certificação veio em 2008. Bettina conta que o caminho para esta filosofia, que só utiliza compostos orgânicos no tratamento dos vinhedos e segue as influencias cósmicas, é elaborar vinhos com muita qualidade em harmonia com a natureza. Ela acredita que desta forma consegue valorizar o terroir e preservar, não apenas os vinhedos, mas a natureza ao seu redor para as futuras gerações. É um feito e tanto para este que é um dos maiores vinhedos familiares da Alemanha.

Antes da biodinâmica, Bettina já havia ousado ao decidir classificar os seus vinhedos a partir das microrregiões onde estão plantados cada um deles, seguindo, assim, o mesmo método de classificação da Borgonha. No Brasil, seus brancos, elaborados com a variedade riesling, são importados pela Vindame.

As mulheres e o vinho

Durante todo o mês de março posto aqui as mais diversas histórias de mulheres no mundo do vinho. Em 2018 foram 23 textos de personalidades e épocas diferentes e em 2019 continuo a tradição. Adorei pesquisar e conhecer mais sobre estas pessoas e seus desafios. Confira, a seguir, quais foram estas mulheres.

2019

2018

– Dona Antónia Ferreira, a querida dona Ferreirinha, que tanto fez pela região do Douro e, por que não, por Portugal

– Barbe-Nicole Clicquot, mais conhecida como a Veuve Clicquot

– Jancis Robinson, a inglesa mais influente do mundo do vinho com o seu www.jancisrobinson.com

– Laura Catena, a argentina que investe nas pesquisas para conhecer e elaborar vinhos de qualidade, na vinícola Catena Zapata

– Lalou Bize-Leroy, a polêmica e competentíssima produtora da Borgonha

– Serena Sutcliffe e os leilões de vinho

– Maria Luz Marín, a chilena pioneira no vale de San Antonio, no Chile.

– Mônica Rossetti, brasileira que atualmente trabalha na Itália. Ela tem papel primordial na história da vinícola gaúcha Lidio Carraro

– Natasha Bozs, uma das primeiras enólogas negras da África do Sul, da Nederburg

– Elena Walch, a arquiteta que virou enóloga e hoje tem sua própria vinícola no Alto Adige

– Véronique Drouhin-Boss, a francesa da quarta geração da domaine Drouhi

– As associações de mulheres e vinhos já existem em 10 regiões francesas

– Lorenza Sebasti, proprietária da vinícola italiana Castello di Ama

– Fabiana Bracco, da Bracco Bosca, que tanto faz pelo vinho uruguaio que pode ser considerada a embaixadora do país

– A portuguesa Filipa Pato, dos vinhos da Bairrada

– Lis Cereja, a brasileira que mais e melhor levanta a bandeira do vinho natural no Brasil

– Féminalise, um concurso de vinhos francês que só tem juradas

– Albiera Antinori, a primeira mulher a dirigir a tradicional vinícola italiana

– Susana Balbo, a pioneira nos vinhos argentinos

– Cecília Torres, a primeira mulher nos vinhos chilenos com o Casa Real

– Ludivine Griveau, que dirige os vinhos do Hospice de Beaune, na Borgonha

– A dupla de amigas e enólogas portuguesas Sandra Tavares e Susana Esteban

– Patricia Atkinson, e a sua aventura de elaborar vinhos franceses


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