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Benchimol: instabilidade política atual não é novidade e não afeta a economia

Crédito: João Castellano/Istoe

Guilherme Benchimol, da XP: "O Brasil está barato. O problema não é a porta de entrada para este investidor, mas a porta de saída, o câmbio" (Crédito: João Castellano/Istoe)

Na visão do presidente da XP, Guilherme Benchimol, a instabilidade política vivida atualmente pelo País não é novidade e não afeta a economia. “Não me lembro do Brasil não viver instabilidade política. É o sistema que o Brasil vive. É uma democracia, com 33 partidos”, disse durante transmissão ao vivo do jornal O Estado de S. Paulo.

Ele diz que, caso o barulho político afetasse o andamento das reformas, haveria um problema, mas que não vê isso acontecendo. “Sou confiante de que as coisas vão na direção correta”, afirmou. Ele defende ainda que os investidores estrangeiros têm uma visão positiva do Brasil. “O Brasil está barato. O problema não é a porta de entrada para este investidor, mas a porta de saída, o câmbio”, diz. Benchimol explica que, ainda que os ativos domésticos se valorizem, com a desvalorização do real o estrangeiro não tem bons lucros. “Por isso temos de mostrar que temos austeridade fiscal”, completa.

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Benchimol comenta que o governo agiu de maneira rápida com estímulos à economia, como o auxílio emergencial de R$ 600. No entanto, ele acredita que estes gastos devam ser pontuais. “Nesse momento é importante que haja estímulos fiscais nunca vistos na história”, ao que complementou: “os gastos têm de ser pontuais. Passado isso, é preciso voltar à agenda de reformas”. O presidente da XP argumenta que, do contrário, o Brasil veria sua dívida pública aumentar muito, o que levaria a juros mais altos.

Defensor da concorrência entre instituições financeiras, Benchimol diz que a desconcentração vai acontecer no Brasil. “É questão de tempo”, afirma. Ele chega a dizer que os grandes bancos verão no futuro uma dissipação de seus lucros. “Talvez porque esses lucros nem deveriam existir”, disse. Ele comenta que novas instituições lucram menos sobre as operações dos clientes e que, desta maneira, devem levar as instituições maiores a reduzirem taxas e ganhos.

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