Estilo

Beleza inclusiva

Recém-lançada nos Estados Unidos, a plataforma Thirteen Lune, que destaca marcas de cosméticos de proprietários negros, levanta a discussão sobre diversidade no setor e recebe investimento milionário.

Crédito: Divulgação

NOS TONS DO SUCESSO Com design elegante, o Thirteen Lune chamou atenção logo no primeiro mês on-line. Ao lado, Nyako Grieco, idealizadora do projeto, faz a curadoria de produtos premium para peles escuras. (Crédito: Divulgação)

Cansada de vasculhar vários sites de grandes varejistas em busca de produtos de beleza específicos para peles negras, a empresária Nyako Grieco teve a ideia de criar uma plataforma digital que reunisse cosméticos premium, específicos para peles escuras, selecionados por meio de uma curadoria criteriosa – ela própria é fundadora da Nyakio Beauty, marca de beleza inspirada em suas raízes quenianas, integrante da Sundial, propriedade da Unilever. Conversou, então, com o amigo Patrick Herning, CEO do e-commerce de moda plus size 11 Honoré, e no auge do movimento Black Lives Matter o projeto se consolidou.

Em dezembro, a plataforma Thirteen Lunes foi lançada discretamente, centralizando marcas de propriedade de minorias. Foi o suficiente para chamar atenção de gente engajada como o produtor musical Sean Combs – rapper mais conhecido como Diddy –, a atriz Gwyneth Paltrow, CEO do site de wellness e beleza Goop, Nicole Avant, ex-embaixadora dos Estados Unidos nas Bahamas, e o investidor Patrick Finnegan. Resultado: com um mês de lançamento, a plataforma ganhou fôlego para prosseguir, com investimentos resultantes também da ajuda de familiares e amigos, somando um montante de US$ 1 milhão.

Com 13 marcas iniciais, o site já é considerado o maior ecossistema das chamadas marcas pretas e marrons fundadas por representantes e aliados da comunidade Bipoc (formada por negros, indígenas e pardos). Ela e Herning pretendem impulsionar a diversidade no setor de cosméticos e virar o jogo no varejo de beleza inclusiva. Um dos passos será abordar as barreiras enfrentadas pelos empreendedores negros com relação ao crescimento de seus negócios.

O INÍCIO DA VIRADA Em 2017, o mercado de cosméticos foi marcado pelo lançamento da marca Fenty Beauty, da cantora Rihanna, com sucesso retumbante. A grife trouxe ao setor a proposta de atender a demanda de milhões de mulheres que não se encontravam dentro da gama de cores de produtos de maquiagem produzidos até então – a maior parte das marcas restringia seus itens entre 10 e 20 tons de pele, por exemplo. A marca de Rihanna chegou com 40 tons e hoje oferece 50.

Com mais opções, a consumidora, que antes aceitava os produtos impostos pelas marcas, passou a ditar as regras da indústria. A tal ponto que em 2020 a própria Rihanna lançou sua linha de cuidados com a pele, a Fenty Skin. Inicialmente disponíveis apenas para vendas on-line, os produtos foram lançados no varejo mês passado – ainda sem previsão de lançamento no Brasil. E como ser previsível está fora da rota da popstar, a proposta, desta vez, foi o minimalismo. Pouquíssimos itens compõem a linha. Todos, porém, multitarefa e eficazes. Para os mais diversos tipos e tons de pele.

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