Economia

BC tem perda de R$ 8,927 bi com swap cambial em julho

Após o lucro de R$ 21,658 bilhões com as operações de swap cambial em junho, o Banco Central (BC) registrou prejuízo de R$ 8,927 bilhões em julho com sua posição pelo critério caixa.

Pelo conceito de competência, houve perdas de R$ 13,456 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

O BC obteve ainda ganhos de R$ 53,419 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no mês passado. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

Já o resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 44,962 bilhões em julho. O resultado das operações cambiais no período ficou positivo em R$ 31,506 bilhões.



No acumulado de 2021 até o fim de julho, o lucro com swaps somou R$ 16,048 bilhões pelo resultado caixa e R$ 7,133 bilhões pelo competência. Já a rentabilidade das reservas internacionais ficou negativa em R$ 18,096 bilhões, com resultado líquido negativo de R$ 61,171 bilhões e operações cambiais também negativas de R$ 54,038 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

Posição cambial líquida

A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 274,281 bilhões no dia 30 de julho, conforme dados divulgados pela instituição. No fim de dezembro de 2020, essa posição estava em US$ 299,450 bilhões.

A posição traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira – como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise como a atual, por exemplo.

A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Posição dos bancos

Os bancos fecharam julho de 2021 com posição vendida no câmbio à vista de US$ 13,528 bilhões, informou o Banco Central. No fim de dezembro de 2020, essa posição estava vendida em US$ 35,853 bilhões e, em junho deste ano, vendida em US$ 14,330 bilhões.

As instituições financeiras atuam como contrapartes em operações cambiais. Assim, quando há remessas de moeda estrangeira ao exterior, elas fornecem dólares a empresas e fundos, por exemplo, para envio. Neste caso, a “posição vendida” das instituições tende a aumentar.

Em movimento contrário, quando há entrada de recursos no Brasil, as instituições financeiras recebem os dólares, o que reduz a “posição vendida” ou eleva a “posição comprada”.

A posição dos bancos no mercado à vista também é alterada sempre que o BC realiza leilões de dólares. Assim, quando o BC vende moeda aos bancos, a posição vendida à vista tende a diminuir.

Base monetária

O saldo da base monetária atingiu R$ 427,958 bilhões em 30 de julho, pelo conceito de fim de período, informou o Banco Central. O valor leva em conta o papel-moeda emitido e as reservas bancárias (livres e compulsórias). Em dezembro de 2020, a base monetária estava em R$ 431,537 bilhões.

Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, a base monetária vinha apresentado acréscimos em função das emissões de moeda para pagamentos de auxílios emergenciais a uma parcela da população.

Para fazer frente à maior demanda da população por papel-moeda, o BC lançou no ano passado a cédula de R$ 200.

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