Economia

BC tem perda de R$ 31,259 bi com swap cambial em março


Após o prejuízo de R$ 7,606 bilhões com as operações de swap cambial em fevereiro, o Banco Central registrou perda de R$ 31,259 bilhões em março com esses leilões pelo critério caixa. Pelo conceito de competência, houve prejuízo de R$ 30,814 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

O BC obteve ainda um lucro de R$ 272,645 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no ano passado. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

Já o resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 272,645 bilhões em março. O resultado das operações cambiais no período ficou positivo em R$ 257,148 bilhões. No acumulado de 2020 até 3 de abril, o prejuízo com swaps somou R$ 50,932 bilhões pelo resultado caixa e R$ 53,654 bilhões pelo competência. Já a rentabilidade das reservas internacionais ficou positiva em R$ 500,257 bilhões, com resultado líquido positivo de R$ 465,773 bilhões e operações cambiais também positivas de R$ 412,119 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

Posição cambial

A posição cambial líquida do BC atingiu US$ 312,299 bilhões no dia 3 de abril, conforme dados divulgados há pouco pela instituição. No fim de dezembro de 2019, essa posição estava em US$ 327,801 bilhões e, em março deste ano, em US$ 314,548 bilhões. A posição traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira – como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise como a atual, por exemplo.

A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).