Economia

BC publicará estatísticas sobre saldos do crédito ampliado para além do SFN

O Banco Central antecipou nesta quinta-feira, 23, do seu Relatório de Economia Bancária (REB) de 2018, a ser divulgado no dia 28, um trecho que analisa o crédito ampliado para além dos financiamentos concedidos por instituições financeiras. Os dados sobre o saldo dessas operações – que a partir deste mês passarão a ser incorporados na nota de mensal de estatísticas de crédito da autoridade monetária – englobam também as operações de crédito dos setores não financeiros, os títulos de dívida públicos e privados e os créditos concedidos por não residentes (dívida externa).

O BC também publicará a série histórica para esses dados, com início em janeiro de 2013. A nova estatística está em linha com os padrões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A estatística contribui para análises comparativas do nível e do perfil de endividamento do governo, das empresas e das famílias”, afirma o documento. “A convergência ao padrão internacional, além de possibilitar a comparação internacional, favorece a consistência com outras estatísticas macroeconômicas, tais como fiscais, do setor externo e contas financeiras”, completa o boxe divulgado nesta quinta.

De acordo com o documento, em dezembro de 2018, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 9,4 trilhões, correspondendo a 138% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, 56% foram destinados a empresas (privadas e públicas) e a famílias. Os 44% restantes foram destinados ao governo geral (administração pública federal, estadual e municipal).

No fim do ano passado, os títulos públicos respondiam por 35% do crédito ampliado, seguido pelos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 34%. A dívida externa representava 22% do crédito total, o mercado de capitais respondia por 6% e outras operações tinham 2% de participação.

No saldo de R$ 5,3 trilhões do crédito ampliado para empresas e famílias em dezembro de 2018, predominavam as operações realizadas por instituições financeiras, com 59% do total. Já no saldo de R$ 4,1 trilhões do crédito ampliado para o governo geral, 90% se referiam a títulos emitidos no mercado doméstico.