Economia

BC leva Selic para 6,25% ao ano para conter a escalada inflacionária

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

A alta já era esperada pelo mercado financeiro, que recebeu de maneira positiva mais essa elevação da Selic, a quinta deste ano (Crédito: Arquivo/Agência Brasil )

Em mais uma tentativa de tentar conter a alta da inflação, o Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (22) mais uma alta na Selic, a taxa básica de juros. O Copom (Comitê de Política Econômica) do BC elevou a Selic em um ponto percentual, indo para 6,25% ao ano.

A alta já era esperada pelo mercado financeiro, que recebeu de maneira positiva mais essa elevação da Selic, a quinta deste ano.

Desde agosto do ano passado, a taxa básica de juros estava em 2% ao ano, menor patamar histórico. O objetivo era estimular o crescimento econômico diante da crise financeira gerada pela pandemia da Covid-19. No entanto, os aumentos seguidos dos preços colocou a autoridade monetária em alerta e aumentos sucessivos estão sendo realizados neste ano.

+ Previsão para Selic no fim de 2021 passa de 8,00% para 8,25% no Focus do BC



Rafael Bevilacqua, estrategista chefe da Levante, destaca que a autoridade monetária já tinha sido sinalizada para a alta de 1 ponto percentual nesta reunião do Copom. “A inflação está pressionando, por outro lado, tivemos a queda das commodities e a expectativa de crescimento econômico um pouco menor”, afirma.

O último boletim Focus divulgado na segunda (20) mostra que o mercado prevê a taxa básica de juros a 8,25% no fim do ano e de 8,5% em 2022 devido à pressão inflacionária. Economistas ouvidos pelo Banco Central também elevaram a projeção do IPCA para 8,35% no fim do ano.

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, considera que o Banco Central irá continuar usando a política econômica por meio do aumento de juros para conter a inflação. “Isso é negativo, já que o Brasil teria capacidade de crescer mais no ano que vem, mas é necessário. Outros países fizeram também. Quando tivermos menor pressão sobre preços dos insumos, teremos um maior controle da inflação e uma volta gradual da normalidade”, diz.

Para Beck, as pressões inflacionárias foram muito além do esperado, principalmente comparando com o resto do mundo: “Já era esperada uma inflação residual conforme a vacinação e a atividade fossem acelerando. O problema é que o Brasil passou por uma crise hídrica, geadas históricas e de quebra uma crise institucional no governo que deixa o congresso inoperante”.

Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo, destaca que a inflação não é por demanda de consumo. É claramente alguns postos no item IPCA da cesta que estão carecendo o indexador como um todo.

“Subir juros de maneira tão significativa não vai pagar a conta. IPCA não vai diminuir se subir juros para 9%, é crise hídrica, energia elétrica está mais caro. Roberto Campos Neto está fazendo tem plano de elevação da Selic que ajuste crescimento Brasil e poder de compra da nossa moeda. Elevação de juros paliativa e deve fechar ano 8 e ano que vem um pouco mais”, diz.

O economista-chefe da corretora Ativa Investimentos, Étore Sanchez, chegou a prever que a autoridade aumentará a Selic em 125bps, fazendo assim a taxa chegar aos 6,5%.

“Vale lembrar que o BC subiu a Selic em 100bps e sinalizou para um avanço de magnitude similar para a próxima reunião, e ainda assim as expectativas para o IPCA de 2022 seguiram avançando, para algo ao redor de 4%”, diz o economista-chefe da Ativa Investimentos.

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