Economia

BC entende que compulsório é alto e existe plano para diminuí-lo, diz Campos Neto

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Banco Central: Entre os componentes do PIB para 2020, o BC manteve em +2,9% a projeção para a agropecuária. No caso da indústria, a estimativa passou de elevação de 2,9% para -0,5% e, para o setor de serviços, de crescimento de 1,7% para zero. (Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a instituição entende que o nível dos compulsórios bancários é alto no Brasil. Ao mesmo tempo, pontuou que existe um plano para diminuí-lo.

O comentário de Campos Neto foi feito durante reunião com deputados da bancada do DEM, na Câmara dos Deputados.

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Campos Neto participou do encontro com os parlamentares para discutir o projeto de autonomia do BC, que tramita na Casa. No entanto, ele foi questionado sobre outros assuntos, como o nível do compulsório bancário – a parcela de recursos de curto e longo prazo dos clientes que os bancos são obrigados a recolher no BC.

O presidente do BC pontuou que, desde sua chegada ao BC, a instituição já liberou cerca de R$ 20 bilhões em compulsórios.

Ele reconheceu ainda que o dinheiro ficou empossado – ou seja, não foi necessariamente utilizado pelas instituições financeiras em novas operações de crédito. “Mais recentemente, vimos que o dinheiro do compulsório está indo para o crédito, mais especificamente, para o imobiliário”, comentou.