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BB/Novaes: taxas de juros não são altas por falta de concorrência

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou nesta terça-feira, 10, que as taxas de juros cobradas na ponta final, de famílias e empresas, não estão altas por falta de concorrência entre as instituições. “Há muita concorrência”, defendeu, durante audiência na Câmara dos Deputados.

“O juro final tem uma série de incidências, como questões de custo e risco bancário”, comentou Novaes. “Temos dificuldades de retomar garantias no País. É uma fraqueza de sistema político”, acrescentou.

De acordo com Novaes, a concorrência no setor financeiro está em crescimento, com o aumento do número de fintechs e cooperativas agrícolas.

Novaes pontuou ainda que as taxas de juros “na base” – ou seja, a Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 5,00% ao ano – tiveram uma “redução excepcional” no Brasil. “O Banco Central conseguiu trabalhar com taxas bem menores do que vimos no passado”, disse.

Novaes participa hoje de audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, em Brasília.

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