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Barone, o espetacular nebbiolo de Santa Catarina

Crédito: Reprodução

Detalhe do rótulo do Barone Pequenas Produções, com o brasão do Castelo San Michele de Trento (Crédito: Reprodução)

Célebre por manter muitas das tradições de sua colonização germânica, Pomerode é uma cidade catarinense que encanta os turistas com diversos atrativos: as construções em estilo einxamel, a fábrica de porcelanas Oxford e, mais recentemente, os chocolates artesanais da Nugali. A poucos quilômetros dali, a pequena Rodeio não tem o mesmo apelo turístico. Ainda assim, guarda uma preciosidade para os amantes do vinho. É a San Michele, vinícola que produz um nebbiolo reconhecido nos últimos anos por premiações dentro e fora do Brasil. O Barone Pequenas Produções foi Gran Ouro em 2016, 2017 e 2018 no Concours Mondial Bruxelles, além de Ouro na Grande Prova Vinhos do Brasil em 2019. Também foi avaliado pela Organizzazione Nazionale Assaggiatori di Vino da Itália (Onavi) com a maior nota de um vinho produzido com a uva nebbiolo fora da Itália.

Sua história começou há quase 30 anos, no antigo Castelo de San Michele de Trento, na Itália. Foi lá que dois moradores de Rodeio, Marcelo Luiz Sardagna e Silnei Alberto Furlani, ambos descendentes de imigrantes trentinos, decidiram se especializar nos métodos tradicionais da produção vinícola do velho mundo. Obstinados pela ideia de produzir no Brasil um vinho capaz de evocar a nobreza de rótulos como os grandes Barolos e Barbarescos, os jovens cruzaram as centenárias muralhas do Instituto San Michele all’Adige, que fica a meia distância entre Veneza e a Suíça, para uma imersão nas técnicas da vitivinicultura da região.

De volta ao Brasil, conseguiram patrocínio da Província Autônoma de Trento para, a partir de 1993, dar início à produção de vinhos na San Michele brasileira. É lá que nascem espumantes e tintos de boa relação custo-benefício e também o notável Barone, com uma produção limitada de 2 mil garrafas por safra. O vinho estagia de 8 a 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e repousa por mais alguns meses em garrafa antes de chegar ao mercado. Um brasão do castelo de San Michele, em metal, adorna o rótulo. A safra 2017, com 13,9% de álcool,  impressiona pelo frescor, equilíbrio e pelos taninos arredondados.

Devo concordar com os jurados da Onavi: dificilmente um nebbiolo feito fora da Itália tem condições de entregar tanto na taça. De coloração brilhante e límpida, o Barone seduz o nariz com aromas de frutas negras, especiarias e leve toque de madeira. Lembra os vinhos do Piemonte. Na boca, a personalidade da uva se impõe, equiparando seu paladar aos dos potentes Barbarescos e Barolos. Bastante gastronômico, ele pede pratos encorpados com carne, massas com molhos cremosos e queijos maduros. Uma aposta certeira é o ossobuco com polenta cremosa. À venda por R$ 90 no site davinicola.com.br.

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