Economia

Bancos dos EUA registram perdas no 2º tri por reservas para inadimplência por pandemia

Crédito: GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

A pandemia de coronavírus reduziu os lucros dos maiores bancos dos Estados Unidos no segundo trimestre por provisões de bilhões de dólares para cobrir as inadimplências de seus clientes (Crédito: GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos)

A pandemia de coronavírus reduziu os lucros dos maiores bancos dos Estados Unidos no segundo trimestre, de acordo com resultados divulgados nesta terça-feira (14), que mostram provisões de bilhões de dólares para cobrir as inadimplências de seus clientes.

O JPMorgan Chase, o maior banco dos EUA, anunciou uma queda de mais de 50% de seu lucro líquido no segundo semestre do ano, principalmente porque a empresa aumentou as reservas em US$ 8,9 bilhões para compensar possíveis inadimplências.

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Os lucros caíram 51% em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 4,7 bilhões, apesar de as receitas terem aumentado 15%, a 33,8 bilhões, graças ao banco de investimento e corretagem, de acordo com o empresa em uma declaração.

O banco espera uma recuperação econômica no segundo semestre, mas “mais estendida do que o esperado”, disse sua diretora financeira, Jennifer Piepszak.

Para a executiva, esses foram “meses fáceis”, já que empresas e famílias receberam apoio financeiro do governo, mas os próximos “serão muito mais difíceis”, previu ela em uma teleconferência com jornalistas.

O banco Wells Fargo registrou um prejuízo líquido de US$ 2,4 bilhões no segundo trimestre, após reservar US$ 8,4 bilhões para se proteger contra uma eventual piora da situação devido à pandemia.

Para economizar dinheiro, o banco também anunciou que cortará os dividendos pagos por ação, de 51 centavos no segundo semestre para 41 centavos no terceiro.

“Acreditamos que a duração e a gravidade da crise econômica aumentaram consideravelmente em comparação com o que antecipamos no trimestre anterior”, disse Charlie Scharf, CEO da Wells Fargo.

O Citigroup anunciou que seus lucros despencaram no segundo trimestre, como outros bancos, devido aos US$ 7,9 bilhões que a empresa reservou para enfrentar eventuais inadimplências de seus clientes.

O grupo obteve lucro de US$ 1,3 bilhão, 73% a menos do que no segundo trimestre do ano passado. Mas o lucro por ação e excluindo itens excepcionais é de 50 centavos, melhor do que os analistas esperavam (28 centavos).

O Citigroup viu seu volume de negócios aumentar em 5%, a US$ 19,8 bilhões, pois, graças ao aumento de suas atividades de investimento e corretagem, compensou a queda no volume de negócios de seus bancos de varejo.

Embora a atividade bancária de varejo tenha sido afetada em um contexto de forte aumento do desemprego que nos EUA chegou a 15% em abril, bancos como o JPMorgan Chase ou o Citigroup compensaram o declínio com suas atividades de banco de investimento e corretagem.

Impulsionada pela forte volatilidade que abalou os mercados financeiros desde o início do ano e pelas enormes somas de dinheiro injetadas na economia pelo banco central dos EUA, a receita de atividades especulativas subiu 79% no JPMorgan Chase e no Citigroup. 68%.

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