Sustentabilidade

Bancos concedem US$ 745 bilhões para construção de novas centrais térmicas

Bancos concedem US$ 745 bilhões para construção de novas centrais térmicas

Mais de 1.000 novas centrais a base de carvão estão em construção, denunciam ONGs - AFP/Arquivos

Instituições financeiras, em particular do Japão, Estados Unidos e França, concederam 745 bilhões de dólares em empréstimos nos últimos três anos para a construção de novas centrais térmicas, apesar das promessas do setor de respaldar energias mais limpas, denunciaram um grupo de ONGs.

O relatório elaborado por ONGs de defesa do meio ambiente foi divulgado no momento em que acontece a reunião do clima em Madri, onde se espera que os países signatários do Acordo de Paris, de 2015, definam as ações a tomar para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que produzem o aquecimento do planeta.

Enquanto os ativistas pressionam para acabar até 2050 com as centrais térmicas que funcionam com combustíveis fósseis e estão entre as mais poluentes, o relatório divulgado nesta sexta-feira destaca que há mais de 1.000 novas centrais a base de carvão em construção.

A lista elaborada pelas ONGs Urgewald e BankTrack identifica 258 construtores de usinas termelétricas entre que receberam créditos bancários entre janeiro de 2017 e setembro de 2019.

“Várias das 10 maiores entidades que concedem créditos ou serviços financeiros a estas empresas reconhecem os riscos da mudança climática, mas sua atitude é um tapa no Acordo de Paris”, disse Greig Aitken, ativista do BankTrack.

Os três maiores responsáveis pelos empréstimos são os bancos japoneses Mizuho, Mitsubishi UFJ Financial Group e Sumitomo Mitsui Banking Corporation. Em seguida aparecem o americano Citigroup eo francês BNP Paribas.

“Os três maiores bancos do Japão estão minando o Acordo de Paris e prejudicando sua reputação como os maiores financiadores para o desenvolvimento de centrais de carvão”, afirmou Shin Furuno da 350.org.

“Os bancos mundiais devem alinhar suas carteiras com os objetivos climáticos de Paris para deixar de financiar o setor de carvão e financiar a transição para o futuro ‘zero carvão'”, completou.

Em outro relatório, o Greenpeace denunciou na quinta-feira que os bancos britânicos Barclays, HSBC, Standard Chartered e RBS continuam financiando a indústria do carvão, apesar das promessas do setor de apoiar as energias mais limpas.

No conjunto, os quatro bancos financiaram em quase 32 bilhões de dólares, entre 2016 e setembro de 2019, empresas com projetos de construção de novas centrais de carvão.

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