Dinheiro em Ação

B3 e Totvs unem forças

Crédito: Divulgação

B3 e Totvs unem forças (Crédito: Divulgação)

Visando diversificar suas atividades, a B3 e a Totvs anunciaram parceria inédita. Com um aporte de R$ 600 milhões, a B3 passará a deter 37,5% no capital na Totvs Financial Services (TSF), subsidiária da empresa de software na área de gestão para o setor financeiro. A transação avalia o equity da nova companhia em R$ 1,6 bilhão. Segundo o CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz, as mudanças de regras implementadas pelo Banco Central colocam o setor financeiro como um dos mais promissores na área de tecnologia. A entrada dos recursos vai ajudar a Totvs em sua expansão. “A operação da TSF sempre foi saudável, mas poderia ter uma performance melhor, se tivesse mais recursos em caixa para fazer M&A”, afirmou o executivo à DINHEIRO. Para ele, ter um sócio como a B3 dá aval para esse avanço. A chegada de capital deve ajudar a companhia a enfrentar a concorrência da Sinqia, que vem crescendo nos últimos anos. Por outro lado, a B3 amplia sua atuação e dá uma resposta ao mercado sobre os novos caminhos que ela pode tomar diante dessas mudanças regulatórias no setor financeiro, com incentivo à competição e Open Banking. Só em 2021, as ações da B3 caíram 15,7%, refletindo temores do mercado quanto à possibilidade de uma nova bolsa, tirando o monopólio da companhia.

FARMACÊUTICA
Hypera adquire marcas da Sanofi

A Hypera Pharma adquiriu, por US$ 190,3 milhões, 12 marcas de medicamentos isentos de prescrição da francesa Sanofi. Entre elas o analgésico AAS, o antisséptico bucal Cepacol e o medicamento para epilepsia Hidantal. Todos vendidos não só no Brasil, mas no México e na Colômbia. Em 2020, a Hypera ampliou seu portfólio com Buscopan e outros produtos da farmacêutica Takeda, desembolsando mais de R$ 4 bilhões.

VAREJO
Domino’s é indigesta para sócios da BK

Após subirem 5,7% na segunda-feira (12) devido à aquisição da rede Domino’s, as ações da Burger King Brasil recuaram 2% no dia seguinte. A baixa deveu-se à opinião dos minoritários da BK, que consideram indigesta a transação estimada em R$ 601 milhões e temem ter sua participação diluída no processo.

DESTAQUE NO PREGÃO
XP faz aporte no will bank

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O banco digital Will Bank (a empresa usa will bank) recebeu aporte de R$ 250 milhões liderado pelo fundo de Private Equity da XP e pela gestora Atmos Capital. Fundado em 2017 como Meu Pág! por Felipe Felix e pela família Piana, o will bank vem conquistando espaço.
A fintech foi das primeiras a oferecer conta digital integrada com cartão de crédito no Brasil. Já emitiu mais de 1,7 milhão de cartões desde sua criação, com mais da metade dos seus clientes residindo na região Nordeste, onde é um dos líderes de mercado. Além de cartões, a startup também oferece conta digital voltada a clientes sem relacionamento bancário. O aporte vai sustentar o crescimento da companhia e o desenvolvimento de novas linhas de produto nos próximos anos, segundo Felix. O investimento deve auxiliar a expansão da XP, chefiada por Thiago Maffra, em seu crescimento entre os desbancarizados.

QUEM VEM LÁ
CBA estreia na bolsa

Uma das maiores produtoras de alumínio do Brasil e jóia da coroa da família Ermírio de Moraes, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) estreia na Bolsa com um preço médio de R$ 11,20 por ação. Mesmo com desconto de 20% em relação ao piso da faixa indicativa inicial (R$ 14 a R$ 18), a empresa octogenária do Grupo Votorantim captou R$ 1,6 bilhão e teve seu valor de mercado avaliado em R$ 6,7 bilhões na largada. A oferta das ações teve gestoras importantes como Brookfield, Dahlia, Occam e Schroders.