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Avaliada em US$ 1,88 trilhão, Apple supera o PIB do Brasil

Crédito: AFP/Arquivos

(Arquivo) Logo da Apple, na fachada de uma loja da empresa em Bruxelas, na Bélgica (Crédito: AFP/Arquivos)

A Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, agora é também mais valiosa do que o Brasil. Desde terça-feira, a gigante ultrapassou a marca de US$ 1,88 trilhão em valor de mercado. Em comparação, o Produto Interno Bruto do País foi de US$ 1,84 trilhão em 2019, o nono no ranking internacional, segundo o Banco Mundial.

Especialistas ouvidos pelo Estadão entendem que o resultado ilustra como a pandemia impulsionou empresas de tecnologia. “Existe toda uma cadeia de tecnologia que cresceu neste ano, como empresas de nuvem, de e-commerce e de interface de usuário”, diz Francine Balbina, analista de fundos internacionais da Spiti, do grupo XP Investimentos.

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A empresa de Cupertino, portanto, é apenas a ponta da lança. “A Apple é sempre um ótimo termômetro de como está o setor de tecnologia”, diz Francine.

O último balanço, que reflete o desempenho durante a pior fase da pandemia do novo coronavírus, surpreendeu investidores e fez as ações se valorizarem 14% desde então – o papel fechou ontem a US$ 440.

Recorde à vista

O mercado financeiro espera que, nesse ritmo, a empresa de Cupertino possa ser a primeira a romper a marca dos US$ 2 trilhões em valor de mercado.

“O valor de US$ 2 trilhões vai ser atingido nas próximas semanas, já que o último trimestre fiscal da Apple entrou para a história e foi um fator de virada para os investidores”, disseram ao Estadão os analistas Daniel Ives e Strecker Backe, da consultoria financeira Wedbush.

Em relatório, Ives e Backe notam que as vendas de um eventual iPhone 12 com tecnologia 5G devem impulsionar ainda mais ações da empresa, que podem chegar a US$ 475 cada, segundo eles.

Adriano Cantreva, sócio da gestora Portofino Investimentos, acredita que esse bom momento do setor de tecnologia nas bolsas mundiais não tem data para acabar, mesmo com um possível arrefecimento da pandemia.

“As empresa de tecnologia têm muito em que crescer. Se continuarem trabalhando como têm trabalhado, o céu é o limite”, diz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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