Finanças

Autoridades aumentam pressão para a regulamentação da Libra

Autoridades aumentam pressão para a regulamentação da Libra

Desde o seu anuncio, em maio, diversos políticos e entidades financeiras manifestaram desconfiança com o novo sistema, principalmente pelo histórico de falhas nas políticas de privacidade da rede social

A Libra, a criptomoeda capitaneada pelo Facebook, continua sob forte ataque de políticos e entidades financeiras em todo o mundo. Desde o seu anuncio, no dia 17 de junho, o projeto é questionado sobre o que os críticos apontam como falta de informações e já foi apontado inclusive como um fator potencial para o agravamento da economia mundial. Em suma, os opositores da ideia pedem maior atenção e regulamentação do poder público em cima do serviço.

Nesta quinta-feira (11), o ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, voltou a manifestar opiniões contrárias a Libra. Para ele, a Libra não pode se transformar uma “moeda soberana” e competir com sistemas financeiros apoiados pelos governos, como o próprio euro.

“Porque eu nunca vou aceitar que as corporações possam se tornar estados privados”, disse ele em audiência no senado francês.

Os vizinhos ingleses também endossam o coro contra uma possível falta de regulamentação da Libra e os seus reflexos na economia mundial. Para o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, o projeto deve ser apresentado de forma detalhada antes de virar uma realidade.

“Tem que ser sólido desde o início, ou não vai começar”, disse ele, que anteriormente já havia afirmado que, caso vire realidade, a Libra deverá ser encaixada nas normas de regulamentação do governo.

O projeto do Facebook também é criticado dentro dos Estados Unidos. Na última semana, uma comissão do Congresso pediu para que o desenvolvimento da Libra fosse suspenso para análise das autoridades. Ontem, o Banco Central dos EUA (Fed, na sigla em inglês), também solicitou a suspensão dos trabalhos justificando a necessidade de maior entendimento do sistema.

“A Libra levanta sérias preocupações em relação à privacidade, lavagem de dinheiro, proteção ao consumidor, estabilidade financeira”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell.

 

 

 

 

 

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