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Austrália pede fortalecimento da OMS após relatório sobre resposta contra a covid

Austrália pede fortalecimento da OMS após relatório sobre resposta contra a covid

Altos funcionarios del Departamento de Salud de Australia hablan con el propietario de un restaurante en Melbourne luego de que un hombre que había cenado allí diera positivo al covid-19, el primer caso de transmisión comunitaria del virus en dos meses - AFP

A Austrália pediu nesta quinta-feira (13) que sejam concedidos maiores poderes à Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar os surtos de covid-19, depois que um painel independente encontrou dúvidas e uma má coordenação quando o vírus surgiu na China.

O país oceânico tem estado na linha de fogo da China, seu maior parceiro comercial, ao apoiar os Estados Unidos na solicitação de uma investigação sobre as origens do novo coronavírus.

Em visita a Washington, a ministra das Relações Exteriores australiana, Marise Payne, elogiou as recomendações em um relatório do painel divulgado na quarta-feira.

Ela destacou as recomendações “sobre o aumento da independência e autoridade da OMS para que tenha poderes explícitos para investigar patógenos com potencial pandêmico e publicar informações sobre esses possíveis surtos sem a aprovação prévia dos governos nacionais”.

“O painel independente é muito importante para evitar os sofrimentos pelos quais o mundo, este país, o nosso país, tantos outros países tiveram que passar nos últimos tempos e as extraordinárias perdas de vidas que o vírus causou”, afirmou.

Liderado pela ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, o painel concluiu que as primeiras respostas ao surto em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, “careciam da urgência” necessária e que a pandemia, que já matou 3,3 milhões de pessoas e devastou a economia mundial, era evitável.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, renovou as críticas de seu país à investigação original da OMS. “É menos sobre culpar e mais sobre entender o que aconteceu para que possamos tomar medidas eficazes para o futuro”, disse ele.

“Houve uma falha por parte da República Popular da China em não permitir o acesso oportuno a especialistas internacionais, a troca oportuna de informações e a transparência real quando era o que mais importava”, declarou Blinken.

O governo do presidente Joe Biden reverteu a decisão do ex-presidente Donald Trump de deixar a OMS, destacando o grande trabalho feito pela agência da ONU e pedindo esforços para melhorá-la internamente.

Blinken expressou seu apoio à Austrália, um dos aliados mais próximos dos EUA, diante da pressão de Pequim. “Reiterei que os Estados Unidos não deixarão a Austrália sozinha frente à coerção econômica da China”, disse Blinken. “Isso é o que fazem os aliados, apoiamos uns aos outros”, completou.

Payne saudou o suporte norte-americano, dizendo que a Austrália queria uma relação “construtiva” com a China.

“Estamos prontos a qualquer momento”, disse ela, “para retomar o diálogo, mas também temos sido abertos, claros e consistentes quanto ao fato de estarmos lidando com uma série de desafios”.

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