Dinheiro em Ação

Atividades de shoppings são afetadas em SC, SP e RJ

Crédito: Carlos Alkmin

Por determinação e orientação de autoridades de saúde estaduais, as atividades de shoppings centers foram restringidas em Santa Catarina, São Paulo e no Rio de Janeiro. Em coletiva de imprensa, realizada na quarta-feira 18, o governador de São Paulo, João Doria Júnior, por exemplo, recomendou o fechamento de centros de compra e de academias na Região Metropolitana de São Paulo. Um dia antes, na terça-feira 17, em Santa Catarina, a determinação era de fechamento de lojas, academias e malls. A Abrasce, a Multiplan, a Iguatemi e a BR Malls também já haviam anunciado que todos os shoppings vão operar temporariamente em horário reduzido: das 12h às 20h, nos dias úteis e sábados (4 horas a menos do que o habitual), e das 14h às 20h, aos domingos, cerca de 2 horas a menos do que o usual, enquanto algumas operações, como a praça de alimentação, deverão continuar funcionando normalmente. A BR Malls suspendeu o funcionamento de três shoppings no Rio de Janeiro (NorteShopping, Shopping Tijuca e Plaza Niterói), por 15 dias, de forma a se adequar a um decreto do Estado do Rio de Janeiro. “Embora não se espere que essa política altere a dinâmica dos contratos de aluguel por ora, receitas de estacionamento e de aluguel percentual deverão ser negativamente impactadas”, disse a XP Investimentos, em relatório.

INDÚSTRIA
Fábrica da Marcopolo retoma atividades na China após 2 meses 

A fábrica de componentes e carrocerias de ônibus da Marcopolo na China retornou ontem à plena atividade. A planta ficou dois meses sem entrar em funcionamento. A companhia estima, no momento, um atraso de dois a quatro meses na entrega de pedidos a clientes, devido a perdas com a situação chinesa. Segundo a Guide Investimentos, o impacto da notícia é positivo para as ações da empresa. “A Marcopolo poderá, finalmente, voltar à atividade na região”, destacou relatório da Guide Investimentos.

FARMACÊUTICA
Hypera anuncia a venda de 12 produtos do portfólio

A Hypera anunciou, na quarta-feira 18, que vendeu a Eurofarma Laboratórios um porfólio de 12 produtos farmacêuticos com e sem prescrição médica, vendidos em países da América Latina, dentre eles Argentina, Colombia, Equador, México, Panamá e Peru. “A transação, com valor total de US$ 161 milhões, depende da conclusão da compra da Takeda pela Hypera, que foi anunciada no começo do mês. Por isso, não deve ter impacto relevante no porfólio de produtos da companhia”, afirmou a Guide, em relatório.

DESTAQUE NO PREGÃO
Papel da Via Varejo desaba 31,53%

Johnny Morais

A ação com direito a voto (ON) da Via Varejo recuou 31,53% no pregão da última quarta-feira 18, caindo para R$ 4,82 no encerramento. O papel figurou entre as principais baixas do Ibovespa (-10,35%), em companhia das já desvalorizadas: Smiles ON (-37,8%), CVC Brasil ON (-34,77%) e Azul PN (-32,04%). A queda dos papéis é relacionada ao fechamento de lojas por causa da pandemia de coronavírus e do receio de atrasos no recebimento de prestações dos clientes. Segundo relatório da XP, apesar de o índice de alavancagem relativamente baixo (0,7x), a empresa possui cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas bancárias vencendo no curto prazo e uma posição de caixa de R$ 1,4 bilhão.

INVESTIMENTOS
XP dobra número de clientes

A XP Inc. fechou o ano com R$ 409 bilhões de ativos sob custódia, um aumento de 103% na comparação anual e uma base de clientes ativa de 1,7 milhão, crescimento de 97% em relação a 2018, segundo balanço divulgado na última terça-feira 17. Entre os destaques, a XP registrou receitas de R$ 362 milhões provenientes de comissões na divisão de mercado de capitais (ofertas de ações, follow-on’s e IPO’s). “Os resultados apresentados foram sólidos e acima das nossas expectativas em termos de receita e lucro líquido”, diz a casa de análise Levante, em relatório.

SEGURADORAS
Resultado da Allianz dispara 

O resultado de 2019 da Allianz Seguros, antes dos impostos e participações, somou R$ 85,2 milhões, sobre os R$ 13,9 milhões obtidos em 2018, alta que supera em seis vezes o resultado anterior. O lucro líquido atingiu os R$ 349,6 milhões, impactado principalmente pelo reconhecimento de créditos tributários de exercícios anteriores. “O resultado proveniente da empresa controlada, Allianz Saúde, também contribuiu. A operadora obteve lucro líquido de R$ 11,7 milhões, aumento de R$ 7,6 milhões comparado a 2018”, diz Andreas Kerl, CFO da Allianz.