Sustentabilidade

Atividade do vulcão das Canárias tem queda acentuada nas últimas horas

O rugido do vulcão ‘Cumbre Vieja’ diminuiu “consideravelmente” nas últimas horas, e a emissão de lava e de cinzas parece ter parado na ilha espanhola de La Palma.

Os cientistas pedem cautela, porém, diante de um cenário ainda instável, após oito dias de erupção.

De acordo com um correspondente da AFP em La Palma, no meio da manhã desta segunda-feira (27), nenhum fluxo viscoso de lava era visível saindo do vulcão, nem cinzas.

“A atividade se reduziu consideravelmente nas últimas horas em La Palma”, anunciou o Instituto de Geociências de Madrid, junto com um gráfico que mostrava a queda da atividade.



“É preciso ficar muito atento à sua evolução, porque o cenário pode mudar rapidamente”, alertou o órgão espanhol.

“Nas últimas horas, o tremor vulcânico quase desapareceu, assim como a atividade explosiva estromboliana [tipo de ação vulcânica que alterna erupções de lava e projeções explosivas, assim batizada em alusão ao vulcão da ilha de Stromboli, no sul da Itália]”, afirmou o Instituto de Vulcanologia das Canárias (Involcan).

Questionada pela AFP, a agência afirmou que, por enquanto, não é possível determinar se é uma pausa, ou o fim da erupção, e disse que está avaliando diferentes cenários.

Esta noite, porém, as autoridades ordenaram o confinamento dos habitantes de vários bairros do município de Tazacorte para protegê-los da possível chegada ao mar da lava do vulcão Cumbre Vieja. Este contato é preocupante, porque pode emanar gases tóxicos nesta ilha atlântica de 85.000 habitantes.

Inicialmente, a chegada da lava ao mar era esperada para acontecer no começo da semana passada, mas depois foi adiada pela desaceleração de seu próprio fluxo.

Os especialistas temem os efeitos do encontro do magma incandescente com a água. Esta convergência pode gerar um choque térmico que levaria à formação de colunas de vapor d’água carregadas de ácido clorídrico.

Até a presente data, a erupção do Cumbre Vieja não deixou vítimas, mas causou graves danos materiais. Também forçou o deslocamento de mais de 6.000 pessoas, que tiveram de deixar suas casas, muitas vezes, às pressas.

Os fluxos incandescentes de magma cinza e laranja engoliram quase 500 edifícios. A lava já cobre mais de 212 hectares, incluindo várias plantações de banana, de acordo com dados do sistema europeu de medição geoespacial Copernicus.

As duas erupções anteriores em La Palma ocorreram em 1949 e 1971. Ao todo, três pessoas morreram, duas delas por inalação de gases.

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