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Ataque a faca no sudeste da França deixa dois mortos

Ataque a faca no sudeste da França deixa dois mortos

O suposto agressor, que se apresentou como refugiado do Sudão, foi detido por volta das 11h locais, após atacar pessoas em estabelecimentos comerciais da localidade - AFP


Um homem envolvido em um “percurso terrorista”, segundo o ministro do Interior, matou neste sábado duas pessoas e feriu outras cinco em um ataque a faca neste sábado em Romans-sur-Isère, localidade do sudeste da França.

A procuradoria nacional antiterrorista francesa assumiu a investigação. O suposto agressor, que se apresentou como refugiado do Sudão, foi detido por volta das 11h locais, após atacar pessoas em estabelecimentos comerciais da localidade. Segundo testemunhas citadas pela rádio local, ele teria gritado “Allahu Akbar” ao avançar contra as vítimas.

O agressor pediu aos policiais que o matassem, segundo o sindicalista policial David Reverdy. “Existem todos os ingredientes de um ato terrorista”, indicou.

Armado com uma faca, o agressor foi a uma tabacaria e atacou o dono, contou à AFP Marie-Hélène Thoraval, prefeita da cidade, de 35 mil habitantes. “Sua mulher tentou interferir e também foi ferida.”

Em seguida, o homem “foi para um açougue, onde pegou outra faca”, antes de continuar seu percurso pelo centro de Romans sul Isère. “Ele pulou por cima da vitrine e feriu um cliente, depois saiu correndo”, contou à AFP Ludovic Breyton, dono do local, onde uma pessoa morreu.

– ‘Ato odioso’ –

O segundo morto, gerente de um café conhecido na cidade, morreu em frente ao local, segundo uma testemunha. Entre os cinco feridos, os três mais graves estão em condições estáveis, segundo o hospital onde deram entrada.

Em sua conta no Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “será esclarecido este ato odioso que aflige nosso país, que vem passando por um momento sumamente difícil nas últimas semanas”.

A França vive a terceira semana de confinamento de sua população para conter a propagaão do novo coronavírus. O agressor afirmou ter nascido em 1987, e é desconhecido da polícia francesa, segundo uma fonte ligada à investigação.

A França vive sob ameaça terrorista desde a onda de atentados jihadistas sem precedentes iniciada em 2015, em que morreram 256 pessoas. Desde 2013, os serviços de segurança frustraram 60 ataques.