Dinheiro em Ação

Atacarejo do Pão de Açúcar avança 18,4%

Crédito: Divulgação

Papéis avulsos

Em prévia operacional ao mercado, o Pão de Açúcar informou que as receitas de vendas cresceram 9,5% no terceiro trimestre de 2019 para R$ 14,6 bilhões, na comparação com igual período do ano passado. O chamado atacarejo manteve-se como destaque: o Assai cresceu 18,4% para R$ 6,9 bilhões, enquanto no multivarejo, a receita teve crescimento de 2,9% para R$ 6,6 bilhões. Sobre as perspectivas, os analistas da Rico Investimentos Thiago Salomão e Matheus Soares avaliaram que o mercado não gostou da aquisição recente da colombiana Éxito, principalmente porque as margens são mais baixas na Colômbia do que no Brasil e o momento “não é brilhante” para o grupo devido à desaceleração da inflação de alimentos nos últimos meses. Por outro lado, a migração da companhia para o Novo Mercado até o final de janeiro de 2020 agrada os investidores pela elevação da governança. “Com todos os acionistas com as ações ON, o minoritário pode ganhar voz e peso nas votações”, relatam os analistas.

 

Energia

Renova pede recuperação judicial

A Renova Energia ajuizou pedido de recuperação judicial em 15 de outubro, com a concordância dos controladores Cemig e do fundo CG I FIP Multiestratégia. O pedido contempla o valor de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 834 milhões de dívidas entre companhias e R$ 980 milhões de débitos com os atuais acionistas. Para analistas da Guide Investimentos, o impacto é negativo, pois o pedido era esperado após o encerramento das negociações com a AES Tiete para a venda dos ativos de Alto Sertão III. O fato também é considerado negativo para os papéis da Cemig.

 

Touro x Urso

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Charles Evan, deu declarações na quarta-feira, 16, de que o banco central americano teria argumentos para cortar os juros por lá. Na avaliação da Guide Investimentos, os dados de vendas do varejo nos EUA desanimaram os investidores, e o Livro Bege, do Fed, mostrou que os setores de manufatura e agricultura registram deterioração.

 

Criptoativos

Bitso recebe aportes

A plataforma de negociação de criptomoedas Bitso concluiu mais uma rodada de financiamento para continuar sua expansão na América Latina. Os aportes foram liderados pela Ripple, com a participação dos novos investidores Jump Capital e Coinbase, e dos atuais Digital Currency Group e Pantera Capital. A Bitso possui mais 750 mil usuários no México e agora busca aumentar sua presença no Brasil e na Argentina.

 

Construção

Menor repasse afeta caixa da MRV

A MRV Engenharia informou ao mercado um consumo de caixa de R$ 201 milhões no terceiro trimestre de 2019, reflexo de menores repasses da Caixa Econômica Federal para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo a prévia da empresa, o volume de lançamentos caiu 20% para R$ 4,5 bilhões no acumulado deste ano até setembro, na comparação com os mesmos nove meses do ano anterior. Já o volume de vendas líquidas alcançou R$ 1,395 bilhão no trimestre, alta de 18,8% ante igual período de 2018.

Palavra do analista:
“Esperamos impacto negativo no preço das ações da MRV devido à queima de caixa . A empresa continua muito eficiente na venda e na produção das unidades no segmento de baixa renda, mas o problema são recursos que dependem do Minha Casa, Minha Vida”, relatam o gestor especialista Felipe Bevilacqua e o especialista em ações Eduardo Guimarães, ambos da Levante Ideias de Investimento.

 

Sistema financeiro

Bancos seguram o crédito

Apenas R$ 5 bilhões dos R$ 20 bilhões de depósitos compulsórios liberados pelo Banco Central em julho se transformaram efetivamente em crédito. Esta avaliação foi feita pelo próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em relatório, a XP Investimentos considerou que os balanços dos bancos já mostravam esse tímido avanço no crédito. “Esperamos que gatilhos como a aprovação da reforma da Previdência devam contribuir para dinâmica do crédito”.

 

 

Mercado em números

M&A
82 – É o número de operações de fusões e aquisições (M&A) acompanhadas por bancos de investimentos na América Latina em nove meses fechados de 2019, segundo estudo divulgado pela Refinity. Entre as instituições brasileiras, o Banco BTG Pactual aparece com 24 operações, o Itaú aparece com 12 e o Bradesco, com 4. Na região também atuaram no período os players: Goldman Sachs (8), Morgan Stanley (8), JP Morgan (8), BofA Merrill Lynch (6), Citi (6), Santander Corp & Invest Bkg (3) e Moelis (3).

INDOSUEZ
6,5 bilhões – É o volume em euros de ativos gerenciados no Brasil pela Indosuez, gestora de patrimônio do banco Crédit Agricole. No mundo, a companhia faz a gestão de 130 bilhões de euros em ativos. “O Brasil representa 6% da riqueza mundial e a América Latina representa 12%. Nossa ambição é crescer em toda esta região”, afirma o Chefe Global para Américas, Frédéric Lamotte.

BANCOS
70% – É o percentual de pessoas que considera as tarifas baixas como determinantes na escolha de uma instituição financeira, de acordo com a pesquisa Finance Industry Analysis do Twitter no Brasil. Dos resultados, 68% esperam ter bons benefícios, 54% destacaram a localização e acessibilidade, e 52% mencionaram boas opções em plataformas digitais.

 

Número da semana

R$ 27.744

É o rendimento médio mensal real do 1% da população mais rica no País, o que corresponde a 33,8 vezes o rendimento dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 820), conforme dados do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, 16. Segundo a pesquisa, os 30% da população com menores rendimentos (os mais pobres) tiveram variação negativa na renda mensal em 2018 na comparação com 2017, enquanto a rendimento mensal real do 1% da população com renda mais elevada (os mais ricos) aumentou 8,4% no período. No geral, a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que era de R$ 264,9 bilhões em 2017, cresceu para R$ 277,7 bilhões em 2018, alta de 4,83%. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.