Ciência

Astrônomos descobrem galáxia semelhante à Via Láctea a 12 bilhões de anos-luz

Astrônomos descobrem galáxia semelhante à Via Láctea a 12 bilhões de anos-luz

Foto sem data divulgada em 11 de agosto de 2020 pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) da galáxia "bebê" SPT0418-47 que se assemelha à Via Láctea - European Southern Observatory/AFP

Um anel de luz dourada em um fundo preto: astrônomos anunciaram, nesta quarta-feira (12), que detectaram uma galáxia semelhante à Via Láctea, localizada a 12 bilhões de anos-luz.

Repertoriada com o código SPT0418-47, está tão distante que sua luz levou mais de 12 bilhões de anos para chegar, por isso é vista como era quando o Universo tinha 1,4 bilhão de anos, ou seja, com apenas 10% de sua idade atual, diz em nota o Observatório Europeu do Sul (ESO), que participou desta descoberta. Naquele momento, as galáxias ainda estavam se formando.

No entanto, essa galáxia “bebê”, localizada pela poderosa rede de radiotelescópios ALMA instalada no norte do Chile, curiosamente se parece com a Via Láctea: a mesma grande densidade de estrelas ao redor do bulbo central e o mesmo disco rotatório.

Foi uma grande surpresa para os astrônomos, que não acreditavam que este tipo de estrutura pudesse ter se formado há 12 bilhões de anos.

“É a primeira vez que se detecta a presença de um bulbo em um Universo tão jovem na época, o que dá à SPT0418-47 o caráter de ‘sósia’ mais distante da Via Láctea”, se entusiasma o ESO.

Outra grande surpresa significativa para os cientistas foi o fato de não haver nenhum traço de turbulência ou instabilidade dentro da galáxia que inclusive parece surpreendentemente calma (…), o que pode inferir que o Universo jovem talvez tenha sido menos caótico do que se imaginava, mesmo pouco depois do Big Bang”.

“Isso que descobrimos é bastante desconcertante: apesar de formar estrelas a uma velocidade alta e ser palco de processos altamente energéticos, SPT0418-47 é o disco galáctico mais bem ordenado observado até hoje no Universo jovem”, destaca Simona Vegetti, do instituto alemão Max Planck, co-autora do estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature.

No entanto, “este resultado contradiz o conjunto de previsões das simulações digitais e de dados de observação anteriores menos detalhados”, comenta Filippo Fraternali da Universidade de Groningen, na Holanda, que também participou deste estudo.

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