Por Steve Gorman e Brendan O’Brien

(Reuters) – Dois astronautas da Nasa completaram uma caminhada espacial de seis horas e meia, nesta quinta-feira, para substituir uma antena defeituosa na Estação Espacial Internacional, uma missão que a Nasa disse ter um risco ligeiramente maior representado por destroços orbitais deixados pelo teste de um míssil russo semanas atrás.

Os astronautas Thomas Marshburn e Kayla Barron saíram de uma câmara pressurizada do laboratório de pesquisa orbital a cerca de 400 km acima da Terra para começar seu trabalho às 8h15 (horário de Brasília), uma hora antes do previsto.

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A “atividade extra-veicular” (EVA) ocorreu após um atraso de 48 horas causado por um alerta de detritos orbitais –considerado o primeiro adiamento em mais de duas décadas de história da estação espacial– que a Nasa posteriormente considerou sem importância.

A origem dos destroços detectados recentemente não foi esclarecida pela Nasa. Um porta-voz disse que não há indicação de que tenha vindo de fragmentos do satélite extinto que a Rússia despedaçou com um teste de míssil no mês passado.

A saída de quinta-feira foi a quinta caminhada no espaço para Marshburn, de 61 anos, um médico e ex-cirurgião de voo com duas viagens anteriores à órbita, e a primeira para Barron, de 34 anos, oficial de submarino da Marinha dos EUA e engenheira nuclear em seu primeiro voo espacial para a Nasa.

“Foi incrível”, disse Barron a Marshburn.

Durante a caminhada no espaço, eles removeram um conjunto de antena de comunicação de rádio banda S com defeito, agora com mais de 20 anos, e o substituíram por um sobressalente fora da estação espacial.

A estação espacial está equipada com outras antenas que podem executar as mesmas funções, mas a instalação de um sistema de substituição garante um nível ideal de comunicações, disse a Nasa.

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