Ciência

Astronauta dos EUA baterá recorde de permanência de uma mulher no espaço

Astronauta dos EUA baterá recorde de permanência de uma mulher no espaço

A astronauta Christina Koch em 14 de março de 2019 em Baikonur, Cazaquistão - AFP/Arquivos

A astronauta americana Christina Koch permanecerá 11 meses na Estação Espacial Internacional (ISS), e com isso baterá o recorde de permanência de uma mulher no espaço, que atualmente pertence a Peggy Whitson, anunciou a Nasa nesta quarta-feira (17).

Koch, de 40 anos, permanecerá na ISS até fevereiro de 2020, quando completará uma estadia espacial mais longa que a da americana Peggy Whitson, que em 2016-2017 esteve 288 dias, mas mais curta que a do americano Scott Kelly e a do russo Mikhail Kornienko, que passaram 340 dias em 2015-2016.

O russo Valeri Poliakov ostenta o recorde absoluto de permanência no espaço: 14 meses a bordo da antiga estação espacial russa Mir entre 1994 e 1995.

A astronauta chegou à ISS em 14 de março com um americano e um russo que voltarão à Terra em 3 de outubro.

As missões na ISS costumam durar cerca de seis meses. Atualmente, a tripulação é composta por seis pessoas: três americanos (Christina Koch, Anne McClain e Nick Hague), dois russos (Oleg Kononenko e Alexeï Ovtchinine) e o canadense David Saint-Jacques.

Entre junho e setembro, alguns deles voltarão à Terra e serão substituído por outros tripulantes, como o italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e o primeiro astronauta dos Emirados Árabes Unidos, Hazzaa Ali Almansoori, que passará pouco mais de uma semana no espaço: de 25 de setembro a 3 de outubro.

Todas estas idas e voltas são feitas graças aos foguetes russos Soyuz, enquanto se espera que fiquem prontas as novas cápsulas americanas que a SpaceX e a Boeing estão desenvolvendo e que oficialmente estarão em funcionamento antes do fim de 2019.