Economia

Associação de fabricantes de refrigerantes repudia declaração de Bolsonaro

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

“Quem é de direita toma cloroquina; quem é de esquerda, tubaína”, disse Bolsonaro (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)


Mais uma vez o presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu críticas após uma piada infeliz. Desta vez o assunto foi o uso de medicamento para o combate à covid-19, doença do coronavírus. A Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil) informou, em nota, que repudia a declaração de Bolsonaro que “quem é de direita toma cloroquina; quem é de esquerda, tubaína”.

A entidade da indústria do setor reforçou que a sátira do presidente, durante uma live, foi feita em momento totalmente inoportuno. Isso devido ao registro do País em relação à pandemia. Foi no mesmo dia em que o Brasil passou, pela primeira vez, mais de mil mortes por coronavírus em 24 horas.

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Para a Afrebras, o governo deveria acabar com “regalias fiscais milionárias concedidas a multinacionais de bebidas na Zona Franca de Manaus”, para amenizar a crise gerada pelo coronavírus, ao invés de politizar o assunto.

A Afrebras representa mais de 100 indústrias de bebidas regionais no Brasil, entre as quais os produtores de tubaína.

A entidade destaca que vários hospitais ou leitos de hospitais de campanha poderiam ser construídos com o dinheiro da farra de benefícios fiscais.

“Se o presidente Bolsonaro, de fato, se preocupa com o Brasil, agora é a hora de acabar de vez com a concessão de benefícios fiscais para multinacionais na Zona Franca de Manaus e reverter o dinheiro para o combate ao coronavírus”, afirma o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros, em nota. “A revogação do decreto poderá representar uma economia de quase R$ 2 bilhões aos cofres públicos.”