A aspirina não melhora as chances de sobrevivência em pacientes com Covid-19 gravemente enfermos. É o que diz os resultados iniciais de um estudo da Universidade de Oxford.

Realizado entre novembro de 2020 e março de 2021, o ensaio chamado de “Recovery” incluiu quase 15 mil pacientes hospitalizados com Covid-19 sob uma avaliação dos efeitos da aspirina, que é amplamente utilizada para reduzir a coagulação do sangue em enfermos com outras doenças.

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A universidade ressalta que, os doentes com Covid-19 correm maior risco de formação de coágulos sanguíneos em seus vasos, particularmente nos pulmões.

Um total de 7.351 pacientes foram medicados com aspirina 150mg uma vez por dia e foram comparados com 7.541 pacientes que receberam apenas cuidados habituais. Não houve provas de que o tratamento com aspirina reduzisse a mortalidade, segundo divulgado pela Oxford.

Para Peter Horby, professor do Nuffield Department of Medicine, da Universidade de Oxford, afirmou que “os dados mostram que em pacientes hospitalizados com Covid-19, a aspirina não foi associada a reduções de mortalidade em 28 dias ou risco de evolução para ventilação mecânica invasiva ou óbito. Embora a aspirina tenha sido associada a um pequeno aumento na probabilidade de receber alta com vida, isso não parece ser suficiente para justificar seu uso generalizado para pacientes hospitalizados com Covid-19″.

A Universidade de Oxford vai publicar os resultados desta avaliação em breve em um paper no site de artigos científicos medRxiv, que será submetido a uma revisão por pares.