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Às vezes, quem destrói o frete é o próprio caminhoneiro, diz Ministro dos Transportes

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

“Sempre tem aquele que oferece um frete muito mais baixo, inexequível, que acaba pegando o transporte e passando por dificuldade”. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Ao participar do almoço planejado pela Frente Parlamentar Mista Pelo Brasil Competitivo em Brasília, o ministro da Infraestrutura (Minfra), Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo pode desistir do auxílio-diesel de R$ 400 para caminhoneiros diante da insatisfação da categoria com a proposta. Para evitar uma paralisação nacional, o governo federal sugeriu o benefício. As lideranças do movimento indicaram, no entanto, que o valor não seria suficiente para desmobilizar uma possível greve.

Para Tarcísio, a avaliação da quantia é uma questão de perspectiva. O ministro considerou que o montante é pouco quando se leva em conta que seria suficiente para um caminhão rodar menos de 200 quilômetros, mas representa “uma ajuda importante” para uma pessoa cuja renda mensal é, em média, de R$ 3 mil.



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O ministro também afirmou que a categoria precisa se articular e cobrar fretes mais altos, repassando os aumentos de combustíveis ao contratante do transporte. Ele argumentou que, “às vezes, quem destrói o frete é o próprio caminhoneiro”. E justificou: “Sempre tem aquele que oferece um frete muito mais baixo, inexequível, que acaba pegando o transporte e passando por dificuldade”.

Sobre a greve marcada para o mês de novembro, Tarcísio afirmou que não acredita que aconteça, que não crê numa grande adesão de caminhoneiros na paralisação nacional da categoria prevista para o dia 1º.

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Para o ministro, é o diálogo com a categoria que vem dissuadindo as tentativas de paralisação. “Não é o primeiro movimento que enfrentamos. Essa é a 16ª tentativa desde 2019. As outras 15 conseguimos evitar na base da conversa”, disse na entrevista.