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“As startups em Israel têm fila de investidores”, afirma André Lajst, diretor da StandWithUs Brasil

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Para ele, que viveu lá por dez anos, “o mercado de Israel sempre será o mundo", por isso “se tornou um laboratório de testes em vários segmentos" (Crédito: Divulgação)

O cientista político, especialista em Israel, Oriente Médio e Segurança Nacional, André Lajst, participou da live da IstoÉ Dinheiro, nesta quinta-feira(04). Diretor da Organização StandWithUs Brasil, instituição que combate o antissemitismo (aversão aos semitas, especialmente aos judeus) e o antissionismo (movimento político que se opõe à existência do Estado de Israel), ou seja, o preconceito contra o povo judeu, Lajst está entre os 40 principais líderes da América Latina que atuam contra a desinformação sobre Israel e em defesa do país.

Na conversa, ele fez uma imersão sobre a história de Israel, uma análise geopolítica da região, conflitos, industrialização e avanços tecnológicos. “Quem fez Israel tornar-se a potência militar, industrial e tecnológica foram os embargos”, afirma.

Para Lajst, os avanços tecnológicos que foram criados para o país sobreviver, tanto na agricultura, como a irrigação por gotejamento, ou na indústria militar, para se defender dos diversos conflitos armados, acabaram sendo implementados em outras áreas, como a tecnologia médica, e hoje sendo exportadas para diferentes Nações.

Para o cientista político, que viveu lá por dez anos, “o mercado de Israel sempre será o mundo”, por isso, o país, entende ele, “se tornou um laboratório de testes em vários segmentos, em especial de desenvolvimento tecnológico”, avalia.

Na live, o dirigente da ONG comentou sobre comportamento, saúde dos isralenses e tratou do mundo dos negócios no Estado Judeu.

Segundo Lajst, empreender é a palavra da vez para os israelitas. Existem em Israel, que contabiliza uma população de cerca de 9 milhões de habitantes, entre oito e nove mil startups.

Muito desse crescimento, e volume, é sustentado por incentivos fiscais, para as empresas desenvolverem seus centros tecnológicos por lá, e a força do mercado financeiro.

“Tem muito dinheiro disponível no mercado, em fundos”, destaca Lajst. Ele lembra ainda que é uma questão cultural por lá o desejo de empreender. A soma desses elementos gera um resultado animador. “As startups em Israel têm fila de investidores.”

“O sonho do povo israelense, em particular, os jovens, é trabalhar em um startup, virar sócio, e se tornar um grande empresário”, diz o cientista político.

Para Lajst, o fato da cultura do povo de Israel ver a derrota no meio empresarial como ensinamento faz com que as startups ganhem força. Muita força. Para ele, “o fato de uma startup não dar certo não é visto em Israel como falha, mas como experiência”, afirma.

Por lá, de acordo com André Lajst, a única característica que ninguém quer deixar marcado é de perdedor. “A dúvida e a discussão são atualmente a síndrome de Israel“, finaliza.

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