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“As pessoas gastam mais tempo comparando geladeira do que decidindo onde investir seu dinheiro”, diz Ricardo Schweitzer, especialista em investimentos

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Para Ricardo Schweitzer, as pessoas dão mais atenção à hora de poupar, mas são displicentes quando vão investir seu dinheiro (Crédito: Divulgação)

O economista Ricardo Schweitzer, que tem quase 15 anos de experiência no mercado financeiro, é o convidado do webcast sobre o mundo das finanças MoneyPlay Podcast, apresentado pelos educadores financeiros Carol Stange e Fabricio Duarte.

No primeiro episódio do programa, Ricardo conta como foi o início de sua carreira, fala da rotina de trabalho de um analista e como a overdose de informações pode atrapalhar pequenos investidores, principalmente os que se pautam em redes sociais para decidir onde colocar seu dinheiro.

>>> Confira aqui a entrevista completa. 

Segundo o especialista, o investidor iniciante aposta em ações de empresas que nem conhece direito e que “as pessoas gastam mais tempo comparando uma geladeira do que decidindo onde colocar seu dinheiro”.  Para Ricardo, as pessoas dão mais atenção ao poupar, mas ainda são displicentes na hora de investir. “O dinheiro não aceita desaforo, mas tem gente que opera na bolsa até com base na astrologia”, afirma.

Outro ponto defendido pelo especialista é que o mercado financeiro é um dos raros lugares em que um preguiçoso ou desatento tem chances de se dar melhor do que um hiperativo. Para provar sua teoria, ele aponta uma pesquisa realizada por uma corretora americana que indicou que os cotistas que mais ganharam dinheiro eram os que haviam morrido. “Gente morta não fica mudando alocação.”

Sobre temas em alta atualmente, como ESG ou IPO, Ricardo diz que é cético sobre o primeiro, mas ressalta que governança é muito importante. Sobre o segundo, ele acredita que as empresas podem estar se “fantasiando” de “eu tenho preocupações sociais e ambientais”, quando na verdade não são sustentáveis e não têm essas práticas, querem apenas atrair investidor.

Duas apostas do especialista são as Small Caps (empresas menores listadas na bolsa, portanto menos conhecidas, cujas ações têm menos liquidez) e as Deep Values (empresas que estão em dificuldade e têm um grande risco).

“O investimento em Small Caps tem mais risco, mas há menos concorrência e mais chance de se encontrar assimetria de preço e valor relevantes”, afirma o economista. “Já as Deep Values são as pacientes da UTI que podem dar um retorno muito alto, se não morrerem”. Estas últimas, garante, são as algumas das ações mais procuradas pelo investidor pessoa física, principalmente o iniciante.

Outra dica de Ricado são os bancos tradicionais brasileiros listados na bolsa, como Itaú e Bradesco. “Essas ações estão baratas, pois a maioria dos investidores está apostando em fintechs”.

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