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As mulheres do Jerez

A Maestro Sierra é a mais conhecida pela liderança feminina, mas há várias mulheres em posição de destaque nestes vinhos espanhóis únicos

As mulheres do Jerez

Pilar Plá e María del Carmen Borreg Plá, duas gerações da vinícola Maestro Sierra (Crédito: Maestro Sierra/Divulgação)

Andaluzia, no sul da Espanha, é a terra do Jerez. É a terra das soleiras (o sistema particular de lidar com as barricas empilhadas nas vinícolas); da flor (como é chamada a camada que surge dentro das barricas), da uva palomino, do solo albariza, branco e com boa drenagem; dos diversos estilos de um fortificado único. E é também a terra de mulheres.

Atualmente, a vinícola El Maestro Sierra, por aqui com vinhos importados pela Decanter, é a mais famosa pela liderança feminina. Depois de décadas comandada por Pilar Pla Pechovierto, uma referência na região por saber unir a tradição com o talento empresarial; essa vinícola hoje conta com a liderança de sua filha María del Carmen Borrego Plá. Historiadora e enóloga, María Carmen é uma forte defensora da cultura do jerez como parte do patrimônio imaterial da Espanha, com importantes estudos publicados. E ela, por sua vez, optou por deixar a enologia da Maestro Sierra na liderança também de uma mulher: Ana Cabestrero.

Pilar Plá, a tradição e o talento empresarial em Jerez

Em Jerez, segundo o conselho regulador da região, há várias mulheres em posições de destaque nas vinícolas da região atualmente. Além das proprietárias da Maestro Sierra e de sua enóloga, destaca-se: Esperanza Páez Morilla, administradora da Bodegas Páez Morilla; Maribel Estévez, antiga enóloga de grupo José Estévez, reconhecida por seu trabalho sobre a flor do Jerez; Paola Medina, enóloga de Bodegas Williams & Humbert, que faz importantes estudos sobre a criança biológica do vinho nas barricas. Além delas, também se destacam, segundo o conselho regulador, Montserrat Molina, enóloga de Bodegas Barbadillo; Reyes Gómez, diretora técnica e enóloga de Bodegas Sánchez Romate; Rocío Ruiz, enóloga e proprietária de Bodegas Urium; Carmen Pou, diretora comercial da Bodegas Gutierrez Colosia; Carmen Romero, enóloga e diretora de Aecovi; Helena Rivero, proprietária e bodegueira da Bodegas Tradición; María Pilar García de Velasco, da oitava geração dos donos da Bodegas La Cigarrera; María Jiménez García, proprietária da Bodegas Blanca Reyes; Isabel Lloret, técnica de Laboratório de Analises Sensorial da Jerez Control y Certificación; Victoria Frutos, adjunta na direção técnica do Grupo José Estévez e Maria Begoña de Amilibia, responsável pela área técnica e produção do Grupo José Estévez.

As mulheres e o vinho

Durante todo o mês de março posto aqui as mais diversas histórias de mulheres no mundo do vinho. Em 2018 foram 23 textos de personalidades e épocas diferentes e em 2019 continuo a tradição. Adorei pesquisar e conhecer mais sobre estas pessoas e seus desafios. Confira, a seguir, quais foram estas mulheres.

2019

2018

– Dona Antónia Ferreira, a querida dona Ferreirinha, que tanto fez pela região do Douro e, por que não, por Portugal

– Barbe-Nicole Clicquot, mais conhecida como a Veuve Clicquot

– Jancis Robinson, a inglesa mais influente do mundo do vinho com o seu www.jancisrobinson.com

– Laura Catena, a argentina que investe nas pesquisas para conhecer e elaborar vinhos de qualidade, na vinícola Catena Zapata

– Lalou Bize-Leroy, a polêmica e competentíssima produtora da Borgonha

– Serena Sutcliffe e os leilões de vinho

– Maria Luz Marín, a chilena pioneira no vale de San Antonio, no Chile.

– Mônica Rossetti, brasileira que atualmente trabalha na Itália. Ela tem papel primordial na história da vinícola gaúcha Lidio Carraro

– Natasha Bozs, uma das primeiras enólogas negras da África do Sul, da Nederburg

– Elena Walch, a arquiteta que virou enóloga e hoje tem sua própria vinícola no Alto Adige

– Véronique Drouhin-Boss, a francesa da quarta geração da domaine Drouhi

– As associações de mulheres e vinhos já existem em 10 regiões francesas

– Lorenza Sebasti, proprietária da vinícola italiana Castello di Ama

– Fabiana Bracco, da Bracco Bosca, que tanto faz pelo vinho uruguaio que pode ser considerada a embaixadora do país

– A portuguesa Filipa Pato, dos vinhos da Bairrada

– Lis Cereja, a brasileira que mais e melhor levanta a bandeira do vinho natural no Brasil

– Féminalise, um concurso de vinhos francês que só tem juradas

– Albiera Antinori, a primeira mulher a dirigir a tradicional vinícola italiana

– Susana Balbo, a pioneira nos vinhos argentinos

– Cecília Torres, a primeira mulher nos vinhos chilenos com o Casa Real

– Ludivine Griveau, que dirige os vinhos do Hospice de Beaune, na Borgonha

– A dupla de amigas e enólogas portuguesas Sandra Tavares e Susana Esteban

– Patricia Atkinson, e a sua aventura de elaborar vinhos franceses

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