Dinheiro em foco

“As fintechs são mais parceiras do que concorrentes”

Crédito: Paulo Vitale

Quem é Rodrigo Bueno: Diretor comercial do banco Fibra. Engenheiro pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). Tem MBA em administração de empresas pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. (Crédito: Paulo Vitale)

O diretor comercial do banco Fibra, Rodrigo Bueno, falou da estratégia da instituição de investir no segmento de pequenas e médias empresas. Elas devem incrementar em 20% a carteira da empresa e em até dez vezes o número de clientes. O banco quer explorar um nicho que considera mal atendido no mercado.

Qual a trajetória do banco Fibra?
É um banco familiar fundado há 32 anos. Surgiu fomentando a cadeia do agronegócio. Depois o Fibra começou a olhar para todos os segmentos e o foco passou a ser empresas com faturamento igual ou superior a R$ 300 milhões e o produtor rural que possuía mais que 10 mil hectares. Agora, estamos de olho nas pequenas e médias empresas.

Por que esse olhar para empresas menores?
É uma consequência de ações anteriores. Para atender bem nossos clientes passamos a oferecer produtos aos clientes deles e, principalmente, fornecedores. Empresas de médio porte que demandavam, inicialmente, antecipação de recebíveis. Isso nos fez ter uma visão de atuação dentro de um ecossistema.

E quanto as pequenas e médias empresas devem agregar ao resultado do banco?
As PMEs devem representar, até o fim de 2021, cerca de 20% da nossa carteira, mas estimamos que aumentará em até dez vezes o numero de clientes. Em termos gerais, juntando grandes, médias e pequenas empresas, esperamos que nossa carteira cresça em torno de 60% até o fim de 2021 e entre 30% e 40% quando se fala em receita.



Mas como as pequenas empresas movimentam menos recursos, isso não aumenta custos?
Seria verdade se não tivéssemos investido em tecnologia. Vimos que com essa nova realidade, poderíamos expandir para outros segmentos de forma escalável, sem aumento de custos.

Quais os produtos mais solicitados por elas?
Antecipação de recebíveis e capital de giro representam 80% da procura entre pequenas e médias. Diria que meio a meio. Entre as grandes empresas o capital de giro representa 60% e a antecipação 40%.

E fora esses dois produtos?
Inicialmente, empréstimos e serviços de cobrança e pagamento. Queremos ser uma grande opção para que essas empresas façam o fluxo de caixa no banco.

O custo/benefício do mercado tradicional de vocês não é mais atraente?
As grandes empresas são bem atendidas por qualquer banco. As pequenas e médias empresas, ao contrário, são mal atendidas. É neste segmento que se encontram as oportunidades.

Mas esse mercado também está sendo disputado pelas fintechs, não?
Sim, mas nós vemos as fintechs mais como parceiras do que como concorrentes. Muitas delas trazem soluções interessantes que podem nos beneficiar. Mas por serem novas no mercado não têm o nível de relacionamento com os clientes como nós temos.

TRIBUTOS
DeclareFacil lança Darf automático

O aumento do número de investidores em ações e fundos imobiliários levou a startup DeclareFacil a criar um aplicativo para facilitar a relação do contribuinte com o Leão. O app emite Darf, o comprovante de pagamento de impostos devidos por investidores que auferiram ganho de capital em seus investimentos. O investidor de renda variável, pode emitir o Darf avulso. O aplicativo também permite o cálculo e a geração do comprovante de pagamentos para profissionais autônomos, liberais, motoristas de aplicativos, taxistas e proprietários de imóveis. Nele, o contribuinte não precisa realizar qualquer cálculo, basta inserir os rendimentos e despesas dedutíveis.

AGRONEGÓCIO
Soja impulsiona negócios com o câmbio

O volume financeiro movimentado pelo Travelex Bank com o agronegócio, em outubro, foi oito vezes maior que o registrado no mesmo mês de 2019. A empresa também divulgou, na segunda-feira (14), que a receita obtida com o segmento cresceu 147%, no mesmo período e base de comparação. Destaque para a exportação de soja, que representou 70% do volume movimentado pelo banco de câmbio. “O agronegócio continuará puxando a economia brasileira, pelo menos enquanto estivermos neste momento sem precedentes para o mercado financeiro global”, afirmou Paulo Marcos, diretor comercial do Travelex Bank.

Número da semana
75% 

Foi o quanto a alta dos preços dos alimentos e das bebidas influenciou na inflação das famílias mais pobres em novembro, informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento do Ipea mostra que a taxa de inflação para as famílias com rendimento mensal abaixo de R$ 1.650,50 avançou 1% no mês passado em comparação com outubro. O índice quase dobrou em relação aos 0,54% registrados na inflação medida em novembro de 2019. Os itens que sofreram os maiores reajustes em novembro foram batata (29,7%), óleo de soja (9,2%), carnes (6,5%), arroz (6,3%) e frango (5,2%). A análise do Ipea também mostra que a única faixa de renda que registrou desaceleração inflacionária foi a das famílias de renda mais alta (com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66), cuja variação de preços caiu de 0,82% em outubro para 0,63% em novembro. Neste estrato social os reajustes de maior impacto foram o de itens como transportes por aplicativo (7,7%), gasolina (1,6%) e etanol (9,2%).

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